Campanha sobre câncer faz exames em hospitais
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de dezembro de 2000
Katia Michelle De Curitiba 
De cada 100 pessoas examinadas no ano passado, durante a Campanha Nacional de Prevenção de Câncer de Pele, oito tinham a doença. A informação é da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que promoveu ontem, em todo o País, mais uma edição do evento. A estimativa é que 30 mil pessoas tenham sido examinadas. No Estado, a expectativa era realizar dois mil exames até o final do dia. Em Curitiba, a Sociedade Paranaense de Dermatologia promoveu exames em três hospitais Hospital de Clínicas (HC), Santa Casa e Hospital Eevangélico e contou com a ajuda de 50 voluntários, entre médicos, enfermeiros e acadêmicos.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, surgem no País pelo menos 100 mil novos casos da doença a cada ano. São casos que poderiam ser evitados com cuidados específicos, salienta o médico Jesus Rodriguez Santamaria, chefe do serviço de dermatologia do HC.
Este ano, a campanha se restringiu aos hospitais, sem a distribuição de material explicativo nas ruas, como acontecia anteriormente. Mesmo assim, o médico comenta que o evento que acontece há 12 anos consecutivos atingiu o principal objetivo: orientar a população.
O médico reforça, no entanto, que as pessoas ainda precisam se conscientizar e tomar medidas preventivas. Para ele, a prevenção ainda é o melhor remédio para o câncer de pele, já que a principal causa é a exposição demasiada ao sol. Os mais atingidos pela doença, explica, são as pessoas de pele clara, que se queimam facilmente, mas nunca se bronzeiam. Mas todos precisam se cuidar, principalmente as crianças.
Os médicos alertam que cerca de 90% das lesões localizam-se nas áreas de pele que ficam expostas ao sol. Por isso, a conclusão de que a proteção solar é a melhor forma de prevenção do câncer.
Para se proteger, é indispensável o protetor solar, tanto na cidade como na praia. Além disso as pessoas nunca devem exceder quatro horas de exposição aos raios ultravioletas. Outro alerta dos médicos é para os riscos do bronzeamento artificial que, a longo prazo, pode ser um fator causador do câncer de pele.


