Uma visita de 40 crianças a um roteiro turístico-ambiental de Rolândia (25 km de Londrina), marca hoje o lançamento da ‘‘Rota dos Pés Vermelhos’’, projeto que interliga turismo rural, educação ambiental e agricultura, com o intuito de resgatar a história da colonização do Norte do Paraná.
Acampados ao lado do Museu Japonês de Rolândia, estudantes de escolas do Norte do Paraná partem às 9h30 para uma visita à Fazenda Bimini, onde vão conhecer um programa de educação ambiental.
Depois eles seguem para a Mata dos Campaner, onde cada um vai lançar sementes de juçara pela trilha no meio do mato. Essa última etapa é uma ampliação do projeto complementar ‘‘Tucano do Bico Verde’’, lançado ontem na Fazenda Bimini com o objetivo de repovoar os remanescentes florestais com o palmito juçara.
Ontem pela manhã, os participantes dos projetos se organizaram para lançar 500 quilos de sementes – aproximadamente 5 mil delas – em vôos de ultraleve e de maranhão (pipa gigante), lembrando a ação do extinto tucano de bico verde, que comia a polpa da semente de juçara e dispersava o coquinho. O vento forte adiou para o período da tarde a atividade com o ultraleve, mas a experiência com a já pipa foi testada.
O administrador rural Daniel Steidle, integrante do projeto, conta que há sete anos mantém uma área de experimentação do cultivo do palmito juçara na Fazenda Bimini. Na verdade, a história começou em 1974, quando ele jogou as primeiras sementes nas terras do avô.
‘‘Montei um banco de matrizes, lançando à mão as sementes. Já podemos ver alguns resultados’’, diz. Segundo Steidle, esse é o início de uma campanha para povoar matas ciliares e resgatar o cultivo do palmito juçara. ‘‘Com o plantio escalonado será possível fazer o manejo sustentado’’, acredita. O objetivo é espalhar sementes em 6 mil alqueires de áreas monitoradas.
O administrador alerta, ainda, que o palmito juçara pode oferecer rendas alternativas para o agricultor com a exploração sustentável do corante e suco das sementes de juçara.
Os projetos têm participação do Museu Japonês, Fazenda Bimini, Ezequiel Campaner, ONGs Movimento Nossa Terra, Associação Ecológica e Vida Verde, além do piloto voluntário Waldimir Forte.

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