Maringá - A Secretaria de Saúde de Maringá está intensificando uma campanha na rede de postos de saúde para evitar o desperdício de consultas especializadas agendadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 25% dos pacientes não comparecem nos consultórios, o que significa a perda de pelo menos 750 consultas por mês. A situação prejudica os pacientes que aguardam na fila de espera.
A campanha é para que, no caso de desistência, o usuário ligue no posto de saúde cancelando a consulta. Até agora, os funcionários dos postos conseguiram reduzir o indíce para 19%.
Quando o usário desmarca a consulta, a unidade de saúde encaixa outro paciente na vaga. ''Essa medida ajuda a reduzir o tempo de espera na fila de 700 pessoas todos os meses'', diz a psicóloga Heloísa Cella, gerente municipal de especialidades.
As filas mais longas estão nas áreas de otorrinolaringologia, com 2.067 pessoas, e de ortopedia, com dois mil pacientes. A maior dificuldade para ampliar o serviço está na falta de profissionais especializados no mercado.
A Secretaria de Saúde oferece 9,5 mil consultas com especialistas por mês, das quais 3,1 mil através do Centro Regional de Especialidades (CRE). Segundo a diretora de Promoção à Saúde, Regina Dalla Torre, a oferta de consultas especializadas deve crescer 30% a partir de março, com a implantação de duas policlínicas, uma na Zona Norte, outra na Zona Sul da cidade.

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