Trinta armas formam entregues em uma hora e meia de funcionamento do posto móvel de coleta de armamentos montado no Calçadão de Londrina ontem. Nem a chuva e o clima frio da manhã afastaram pessoas como o aposentado Natal de Oliveira que entregou uma revólver marca Tauros calibre 22.
' Tinha a arma há 40 anos comigo e ela nunca prestou para nada'', disse Oliveira. Ele acredita que estará mais seguro sem ter o revólver em casa. '' Se o ladrão entrar em casa, a gente está distraído, e ele vai direto na arma. Corre o risco de ser ferido com o próprio revólver'', analisa.
Até agora foram entregues em Londrina mais de 3.650 armas, número que representa 25% de todas o armamento entregue no Paraná. No Estado foram recolhidas 15.529 unidades até o final semana. Nacionalmente, esse número chega a 356 mil. Apesar do sucesso da campanha o número de armas recolhidas passa longe das estimativas de armas ilegais existentes no país volume que chegaria a 17 milhões de unidades, relata o coordenador da Ong Londrina Pazeando, Luiz Carlos Galhardi. Porém, ele aponta que a campanha foi um sucesso visto que o governo esperava tirar de circulação 80 mil armas e foram recolhidas mais de 356 mil.
O delegado chefe da Polícia Federal, Sandro Roberto Vianna dos Santos, alerta que a campanha do desarmamento se encerra na próxima terça-feira dia 23 de junho. Na segunda e terça-feira a entrega poderá ser feita ainda na sede da Polícia Federal (Rua Tietê, 1450). Ele acrescenta que não será montado outro posto móvel de coleta de armamento até o final da campanha. Como a campanha já foi prorrogada uma vez, Vianna não acredita em uma nova mudança de prazo. As pessoas que entregam armas recebem uma indenização que vai de R$ 100 a R$ 300, valor que varia de acordo com o tipo de arma.

mockup