Campanha quer promover a guarda responsável
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Michelle Aligleri<br>Reportagem local 
Apenas em Londrina vivem pelas ruas cerca de 50 mil cães. Nesta situação eles estão sujeitos a agressões, atropelamentos, brigas, além de serem vetores de doenças que podem ser transmitidas ao homem. Frente a esta realidade, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná lançou uma campanha para conscientizar o público sobre a guarda responsável de animais domésticos.
De acordo com a médica veterinária Nilva Mascarenhas, coordenadora do projeto de extensão de controle de natalidade de cães e gatos na Universidade Estadual de Londrina (UEL), o objetivo é mostrar formas de praticar a guarda responsável. Queremos que as pessoas percebam que os animais têm sentimento. Eles dão carinho, atenção e às vezes até segurança ao dono, e em troca só querem ser respeitados e bem tratados, disse. Ela acrescentou que a maioria dos animais abandonados é muito carente, já teve um dono e muitos fugiram de suas casas por terem sofrido maus tratos.
A guarda responsável começa na hora de adquirir um animal e segue durante toda a vida do bicho. É importante ter consciência que os animais têm uma vida longa. Os cães de porte pequeno e os gatos vivem entre 15 e 18 anos, por isso, antes de comprar ou adotar um filhote é preciso ter em mente que ele vai acompanhar a família por muito tempo.
No caso de um animal de raça, ela destaca a importância de pesquisar informações sobre o tamanho e temperamento para saber se será fácil a adaptação à rotina da família. As pessoas também precisam prever o custo que um animal de estimação gera. Ração, vacinas, medicamentos, tudo isso tem um peso no orçamento e deve ser levado em conta.
A professora explicou que a guarda responsável inclui a alimentação com ração adequada, cuidados com a higiene e saúde e também a esterelização. Quando as pessoas cuidam da saúde dos animais de estimação estão cuidando também da própria família. A atenção com o cão e o gato está diretamente ligado ao bem estar do homem, disse a professora. Segundo ela, muitas famílias veem na doença um motivo para abandonar o animal na rua. É preciso entender que esta é uma questão de sentimento. A forma como as pessoas tratam seus animais é semelhante a forma como elas tratam outros seres humanos. Isto vale tanto para aqueles que zelam como para os que maltratam e agridem.


