Cambé - A campanha Ano Novo Sem Dengue da Secretaria de Saúde do Estado pretende mobilizar os 399 municípios Paraná para conscientizar a população sobre os riscos da doença. O lançamento oficial aconteceu na manhã de ontem em Cambé (Norte), com a presença de várias autoridades, entre elas o secretário estadual de saúde, Gilberto Martin. A idéia é que todos os municípios desenvolvam atividades para evitar os focos de contaminação dentro das casas, já que 98% dos casos são registrados nas residências. Os principais vilões são os pratinhos de vasos de flores e os recipientes espalhados pelos quintais.
Segundo o secretário. a campanha é mais ''agressiva'' que a do ano passado, quando foi registrada a redução de 98% dos casos. ''Tivemos um bom resultado em 2008 mas não podemos baixar a guarda. A dengue é uma doença grave que mata. As pessoas precisam se conscientizar disso. Não há vacina, não há remédio. A única forma de combater a doença é evitar a água limpa e parada.''
De 1º de janeiro até agora, em todo o Paraná, foram confirmados 11 casos da doença - quatro em Londrina, um em Sertanópolis, um em Rolândia, um em Cafeara, dois em Icaraíma, dois em Foz do Iguaçu e um em Itaipulândia. Do total, nove são autóctones (contraídos na própria cidade) e apenas dois são importados. ''Estamos contraindo a doença aqui porque estamos descuidando''.
No Paraná, a faixa mais quente do estado é que mais preocupa, segundo o secretário. ''A dengue é uma doença cíclica. A cada dois ou três anos tem um pico. Quando o problema sai de pauta as pessoas esquecem de cuidar, não se preocupam em combater e ela volta''. Entre os tipos de dengue estão a clássica (tipo 1), e a hemorrágica (tipos 1 e 2). ''Temos que pensar que a dengue mata mais do que a Aids e é tão grave quanto o câncer. Precisa ser combatida''.

Boca Maldita
Em Curitiba, agentes do programa municipal de controle à doença estiveram na Boca Maldita, no Centro, distribuindo panfletos e intensificando ações para combater a proliferação do Aedes aegypti. A campanha promoveu ações educativas e distribuiu material informativo.
Mesmo com a elevação dos casos de dengue nos primeiros meses do ano, Curitiba está longe da situação de outras regiões do Brasil e do Paraná, como a norte e a sudoeste, onde o índice de casos é grande. No ano passado, foram 28 casos confirmados. Em todos, a contaminação aconteceu em locais fora de Curitiba, pois o município não registrou nenhuma contaminação originada em seus limites.
Os casos registrados em Curitiba são de pessoas que viajarem a regiões como o Norte e Oeste do Paraná, interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minais Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o problema da dengue é mais graves. (Colaborou Thiago Alonso)

mockup