No Carnaval, divirta-se, beba se quiser, mas, na hora de ir para casa, chame um táxi. Este é o mote de uma campanha lançada ontem, em Curitiba, pelos órgãos públicos que cuidam do trânsito, com o apoio do Sindicato dos Taxistas e centrais de teletáxi. Duzentos mil folhetos serão distribuídos na cidade até o final da próxima semana, alertando para as possíveis consequências de dirigir alcoolizado. Além do risco de acidentes, a infração pode resultar em multa, detenção e suspensão da carteira de habilitação.
No Carnaval do ano passado, duas pessoas morreram e 97 ficaram feridas em 94 acidentes em Curitiba. O objetivo da campanha é reduzir esses números e estimular o cumprimento do Código de Trânsito Brasileiro, que pune quem dirigir alcoolizado com multa de R$ 865, detenção de seis meses a três anos, perda de sete pontos e suspensão da carteira de habilitação.
Segundo o diretor da Diretoria de Trânsito (Diretran), Kasuo Sakamoto, os 350 agentes municipais de trânsito vão estar de plantão no Carnaval, inclusive utilizando bafômetros. O Batalhão de Polícia de Trânsito também vai aumentar o número de viaturas nas ruas, de 68 para 80.
Mas a ênfase é na conscientização dos motoristas. Em 1995, o BPTran lançou o ‘‘Disque Pileque’’, um serviço que colocava à disposição dos motoristas embriagados as viaturas do batalhão, para que voltassem para casa. Só 25 pedidos foram registrados. ‘‘As pessoas se sentiam constrangidas em entrar numa viatura. A campanha de agora é uma espécie de terceirização do Disque-Pileque’’, disse o chefe do Núcleo de Educação e Cidadania da Diretran, Luiz Eduardo Hunziker, que comandava o BPTran em 95.
Os folhetos da campanha trazem os telefones de oito centrais de radiotaxi. ‘‘A tarifa de táxi não é reajustada há quase dois anos e deixar o carro em casa não vai aumentar muito a despesa do folião’’, disse o presidente do Sindicato dos Taxistas, José Tadeu Trevisan.

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