Placas em volta do Lago Cabrinha (Zona Norte de Londrina) serão implantadas para alertar a população quanto aos cuidados que devem ser tomados para evitar afogamentos, além de informar a profundidade de todos os trechos. A decisão foi tomada ontem de manhã, durante visita que o prefeito em exercício Orlando Bonilha, bombeiros, Polícia Militar e Polícia Ambiental fizeram ao lago.
Segundo Bonilha, ''não tem como os lagos serem fiscalizados 24 horas por dia'', por isso a importância da conscientização das pessoas. ''Nossa primeira medida será a distribuição de folders explicativos informando a população dos riscos que correm ao se banharem nesses locais que são lagos contemplativos, impróprios para banho. Também estaremos providenciando placas informativas ao redor dos lagos e estaremos estudando a possibilidade da construção de obstáculos'', disse.
Só este ano, quatro pessoas já morreram afogadas no Cabrinha, totalizando sete mortes desde a inauguração do lago, em setembro de 2004. Segundo o comandante da Polícia Ambiental, capitão Hilberaldo Correia de Lima, todos os lagos da cidade estão sendo fiscalizados pelo órgão. Porém, os que mais têm exigido atuação da polícia são o Cabrinha e o Lago Igapó I. ''Percorremos os lagos com motos para ajudar na fiscalização, mas casos de afogamento mesmo somente os bombeiros têm competência para atender. É uma questão de conscientização da população'', reforçou.
Ainda na manhã de ontem, soldados do Corpo de Bombeiros percorreram o Cabrinha para medir a profundidade do lago, além de verificar as condições da água. O sargento Rivelino Sousa Vicente explicou que além de terem verificado diversos pontos com diferenças ''bruscas'' de profundidade, o lago conta com uma água de ''péssima qualidade''.
''Encontramos pontos em que a profundidade da água é de 1,90 metros com mais de um metro de lama, ou seja, em alguns locais o lago tem até três metros de profundidade. Em vários pontos ocorrem mudanças bruscas, começando com 40 centímetros e logo em seguida chegando a 1,60 de profundidade. Por meio desses levantamento constatamos também muita lama, lixo, animais mortos e ar fétido nas proximidades do lago'', disse. Ainda segundo o sargento, o mesmo procedimento será realizado nos demais lagos da cidade.
Para alguns moradores da região, placas informativas não serão suficientes. A moradora do jardim Beleville (Zona Norte), Solange da Silva, disse que seu filho de 17 anos sempre frequenta o lago com outros colegas que, segundo ela, nem se importam com as placas. ''Eles deveriam deixar uma pessoa cuidando porque tem muito menino que nem sabe ler. Toda tarde é a mesma coisa, eles vão para o lago nadar. Eu falo para meu filho não ir, mas saio para trabalhar e não tenho como saber se ele foi ou não. Sentimos muito medo porque não queremos que mais gente morra'', disse.

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