Campanha quer diminuir casos de atropelamentos
Sem data para lançamento, a Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran) apresenta até a próxima semana um programa para tentar diminuir o número de atropelamentos na capital. Este é o item que sofreu menor redução (5,4%) depois que o novo código brasileiro de trânsito entrou em vigor, em 22 de janeiro. O diretor-geral da Diretran, Kasuo Sakamoto, pretende concluir um estudo para obter o perfil de quem atropela, das vítimas dos acidentes e dos locais onde as ocorrências foram registradas. As informações serão utilizadas para concentrar ações nos pontos críticos da cidade.
Os cerca de 4 mil motoristas de ônibus de Curitiba receberão atenção especial na campanha, que terá duração de três meses. Dos 548 atropelamentos comunicados de janeiro a maio deste ano, cerca de 12% tiveram o envolvimento de ônibus que trafegam por avenidas como a República Argentina, Marechal Floriano, Affonso Camargo e Sete de Setembro. Nos primeiros cinco meses de 97, os atropelamentos somaram 579 ocorrências. A redução foi muito pequena. Em contrapartida, a proporção de ônibus envolvidos foi grande, comparou o diretor do núcleo de Educação e Cidadania da Diretran, Luiz Eduardo Hunzicker.
Para o Kasuo Sakamoto, a anistia concedida aos motoristas infratores depois das regulamentações do novo código, em maio, também atrapalhou o cumprimento da legislação. Sakamoto disse que o sentimento de impunidade continua, mesmo com o rigor da lei. De acordo com o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), no mês de maio foram computados 754 acidentes contra 676 no mesmo mês em 97. (D.V.)





