Campanha quer aumentar doações para fundo
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quinta-feira, 10 de outubro de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá Foi lançada ontem uma campanha que incentiva doações ao Fundo para a Infância e Adolescência (FIA). As doações serão repassadas para 35 entidades cadastradas ao FIA que prestam atendimento para cerca de 5,5 mil crianças e adolescentes carentes. O objetivo da campanha é divulgar os incentivos concedidos pelo governo federal às pessoas físicas e jurídicas interessadas em ajudar as instituições assistenciais. Pela legislação federal, toda doação feita até o último dia útil do ano ao FIA terá o valor equivalente descontado no Imposto de Renda.
De acordo com o coordenador de projetos e convênios da Fundação de Desenvolvimento Social e Cidadania de Maringá, Vanderlei Leonel, a pessoa física que fizer a doação poderá abater até 6% no Imposto de Renda e, no caso de pessoa jurídica, até 1%. Para ajudar as entidades assistenciais através das doações ao FIA de Maringá basta fazer um depósito de qualquer valor na agência 3931, do Banco Itaú, na conta corrente 1.478-5.
Conforme Leonel, o FIA arrecadou R$ 180 mil no ano passado em Maringá. A capacidade de doação do município, entretanto, é de R$ 1 milhão. ''Esperamos pelo menos dobrar o montante arrecadado em 2001'', diz. Segundo ele, para ter direito ao desconto no Imposto de Renda, as doações só devem ser feitas ao FIA. ''As doações feitas diretamente nas entidades não são passíveis de dedução no Imposto de Renda'', justifica. Ao fazer a doação para o FIA, conforme Leonel, a pessoa pode escolher qual a entidade gostaria de ajudar e o repasse do dinheiro será feito pelo Fundo mediante apresentação de um projeto por parte da entidade que especifique onde será aplicado a dinheiro.
Para a presidente do Lar Preservação da Vida, Helena Carmem Bressam, as doações ao FIA são ''importantíssimas'' para as entidades assistenciais. Ela diz que recebe recursos do Fundo há vários anos e que já realizou várias obras na entidade com esse apoio da sociedade.
Segundo Helena, desde que a legislação federal entrou em vigor, em 1996, as entidades cadastradas ao FIA, em Maringá, já receberam R$ 460 mil. ''É um dinheiro que deveria ter ido para o governo federal e foi aplicado aqui em cursos, construções e benfeitorias das entidades assistenciais''.
O Lar Preservação da Vida atende gestantes desamparadas e seus filhos. Ela explica que, geralmente, as adolescentes atendidas na entidade já tem um filho e ao engravidar pela segunda vez é rejeitada pela família.


