Campanha previne doenças do coração
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segunda-feira, 06 de novembro de 2006
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
O tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, obesidade, estresse e sedentarismo são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças coronarianas. O que muitos não sabem é que atitudes simples podem minimizar o perigo.
Segundo o cardiologista André Labrunie, caminhar 20 minutos três vezes por semana, dormir bem, ingerir muita água e alimentos naturais, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e produtos industrializados aumentam a qualidade de vida e, consequentemente, a longevidade de qualquer pessoa. Essas informações puderam ser obtidas, ontem de manhã, no Dia Nacional de Prevenção a Doenças Coronarianas que reuniu cerca de 30 profissionais, entre médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e educadores físicos, do Hospital do Coração e Unopar, no Zerão (Centro).
A expectativa era atender cerca de 500 pessoas até o começo da tarde na terceira edição anual da campanha. Em 2004, a iniciativa atraiu 350 pessoas no mesmo local. Em ambas ocasiões foram realizados testes de glicemia e aferição da pressão arterial gratuitamente. ''O evento é de conscientização que influencia a somatória de ações em busca da saúde e bem-estar. Graças a pequenas e grandes iniciativas, públicas e privadas, a Sociedade Brasileira de Cardiologia descobriu que o número de fumantes, acima dos 40 anos de idade, diminui 5% a cada ano'', comemora o médico. No entanto, a quantidade de cardiopatas está aumentando no Brasil numa faixa etária cada vez menor. Conforme Labrunie, isso é resultado do avanço da mulher no mercado de trabalho e, principalmente, sua adoção de maus hábitos. ''As doenças coronarianas não escolhem idade, sexo ou raça de suas vítimas. Às vezes, nem apresentam sintomas. Além da prevenção, é importante evitar a auto-medicação e nunca substituir o tratamento médico por terapias alternativas. Em caso de dúvida, procure o estabelecimento de saúde mais próximo'', sugeriu.
O pecuarista Orlandir Urizzi, 68 anos; a psiquiatra Lorena Sanguinetti Lucca, 60 anos e a estudante Larissa Alves, 19 anos, estavam entre os primeiros atendidos pela equipe multidisciplinar. Urizzi apresenta o colesterol acima do normal e controla com tratamento médico. ''Costumo caminhar uma ou duas vezes por semana e, sempre que possível, faço exames preventivos''. Lorena descobriu que é diabética há três meses, abandonou o cigarro há alguns anos, pratica exercícios físicos diariamente e procura manter uma alimentação saudável. ''Meus pais eram cardiopatas e, por isso, redobro a atenção. Além do corpo, cuido da alma na religiosidade e ações voluntárias'', disse a médica. Embora jovem, Larissa tem problema de circulação, o que a incentivou a reduzir frituras, doces e refrigerantes, acrescentar mais frutas, verduras e legumes ao cardárpio diário e fazer exercícios físicos regularmente. ''A maioria dos meus amigos não acham importante, mas eu penso no futuro. Não quero arriscar minha saúde''.


