Campanha pesquisa a alergia em Curitiba
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quarta-feira, 23 de maio de 2001
Ellen Taborda De Curitiba 
Mais de 13 mil curitibanos já se consultaram sobre doenças alérgicas nos postos da Ação de Alerta contra a Alergia, que termina amanhã. A campanha está fazendo uma pesquisa sobre o problema em Curitiba.
De acordo com a médica Anne-Claire Ribeiro, que atende à população no posto montado na Boca Maldita, no Centro, os principais problemas apresentados são a rinite e irritações de pele.
É o caso de Gisele Aparecida Ribeiro, 18 anos, que está desempregada. Ela já fez tratamento para a rinite alérgica, mas acabou desistindo. Larguei tudo. Eu só gastava dinheiro e não fazia diferença alguma, conta. Ela diz que foi procurar informações sobre o problema por influência da mãe. Ela insistiu muito e eu vim. É que ultimamente estou tendo mais crises, fico com o nariz trancado. É horrível.
Já o recepcionista Alceli Flores, 32 anos, procurou o posto preocupado com alergia na pele. Fico com a pele toda irritada ao fazer a barba. Quero saber se é mesmo uma alergia. As espinhas que aparecem com o frio fizeram com que a dona de casa Avelina Maria Pereira Leal, 39 anos, também procurasse orientação. Só pode ser uma alergia, não é? Já passei da idade de ter espinhas, pergunta.
O aposentado João Alexandre de Souza, 63 anos, só foi procurar ajuda depois de 15 anos. Já disseram que eu tenho alguma coisa no sangue. Mas nunca tratei. É esse problema na perna que me incomoda, diz levantando a calça para mostrar uma grande área com irritação no tornozelo.
Nem sempre os problemas de pele caracterizam uma alergia. Elas podem ser os sintomas de outras doenças, diz a médica. Ela conta que o que mais a impressionou nos dias em que está atendendo ao público é a desinformação. A maioria nem sabe que existe um médico alergista. De acordo com Anne-Claire, quem tem rinite muitas vezes não sabe que existe um tratamento para o problema. Elas acham que têm que conviver com a rinite. A rinite, se não tratada pode levar ao surgimento de outras doenças, como a sinusite, e o agravamento da asma, que em casos extremos pode até matar.


