Valorizar a vida combatendo o uso de drogas, a violência, a gradivez precoce e as doenças sexualmente transmissíveis. Este são os objetivos de uma campanha lançada ontem, que envolverá crianças e adolescentes do ‘‘Projeto Piᒒ, mantido pela Prefeitura Municipal de Curitiba. A idéia é atingir com a campanha ‘‘Os Piás Valorizando a Vida’’, pelo menos seis mil menores de rua ou abandonados pelos pais, que hoje são atendidos nas chamadas Casas dos Piás.
‘‘Nossa intenção é fazer um trabalho preventivo’’, explica a secretária municipal da Criança, Dacylia Vieira dos Santos. ‘‘Temos sentido que todo esse trabalho de campanha tem que ser feito de forma sistemática. Por isso vamos trabalhar durante todo o ano. Para que as crianças e adolescentes do projeto Piá tomem consciência de sua condição e saibam se comportar com uma posição de valorização da vida.’’
As atividades dos menores serão divididas em duas etapas. A primeira, que é a do período normal da escola, e a segunda que será feita nas casas do projeto, juntamente com as atividades diárias de reforço escolar, esporte e lazer. Os métodos utilizados por quase 200 multiplicadores de informações, formados dentro dos próprios grupos de menores, serão o teatro, a música e os concursos.
‘‘No ano passado‘‘, diz Dacylia, ‘‘chegamos a elaborar um gibi, onde as crianças diziam não às drogas. Mas neste ano, resolvemos trabalhar de uma forma mais ampla. Por isso vamos não só previnir quanto ao uso de drogas, mas também falar com eles sobre valorização da vida’’.
Para detectar os pontos mais críticos da situação de cada um dos seis mil atendidos pela campanha, foram distribuídos questionários onde eles mesmos responderam questões sobre violência, sexualidade e uso de drogas. Situações que serão reanalisadas no final do ano para se saber o que realmente melhorou com a campanha e o que ainda precisa ser mudado.
Durante o lançamento do programa, assistido por vários dos beneficiados pelo Projeto Piá, as crianças e autoridades envolvidas fizeram um pacto de colaboração, amarrando fitas brancas nos pulsos. Com a sua, Anderson Ferreira, de 13 anos, que também participa do projeto Informando o Cidadão, do Quartel do Pinheirinho, já assumia o seu novo papel. ‘‘Vou com certeza ajudar na campanha’’, garante ele. ‘‘Acho importante ficar sabendo como é possível tornar não só a minha vida, mas a de outros meninos como eu, bem melhor’’.

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