Campanha pede o fim das barreiras arquitetônicas
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de dezembro de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
Uma campanha em Cascavel quer a eliminação de barreiras que impedem ou dificultam a circulação de portadores de deficiências físicas nas construções públicas ou privadas. Na maioria das cidades são raras as edificações ou logradouros com rampas ou outras melhorias que facilitem a locomoção de portadores de deficiência. Cascavel dispõe de lei contra as barreiras arquitetônicas, mas ela não é cumprida.
A campanha é liderada pelo Lions Clube Cascavel Velho, com apoio de entidades de portadores de deficientes e outras organizações. A dificuldade de locomoção é um dos entraves para que estas pessoas participem ativa e produtivamente e de forma independente da vida social, cultural e profissional, diz o presidente do Lions, Romeu Tolentino.
Os participantes reivindicam rampas e adequação de portas de entrada de estabelecimentos comerciais, inclusive banheiros, com o mínimo de 80 centímetros de largura - o suficiente para a passagem de uma cadeira de rodas. Propõe também que as melhorias constem obrigatoriamente nos projetos das novas edificações.
Em Cascavel, lei de 95, de iniciativa do então vereador Nestor Dalmina (PT), obriga a identificação de ruas com placas em braile nos postes, placas de trânsito com altura mínima de 2 metros para evitar choques, calçadas sem degraus, guias rebaixadas entre ruas e calçadas, e nestas, retirada de mesas e cadeiras de bares e lanchonetes. Pela lei, só deve ser autorizada a construção de supermercados, bancos, escolas e outros estabelecimentos abertos se o projeto prever melhorias para os deficientes. Tudo está apenas no papel, lamenta Nestor Dalmina.


