Campanha pede mais limpeza no lago
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segunda-feira, 28 de novembro de 2005
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Foi um domingo diferente para os frequentadores do Lago Igapó I. Próximo à barragem, além dos comerciantes, das famílias que aproveitavam a sombra das árvores e das crianças que se refrescavam nas águas, um aglomerado de pessoas chamava a atenção. Eram os alunos do curso Técnico em Meio Ambiente, que passaram a tarde no local, fazendo um trabalho de conscientização sobre a necessidade de manter limpa a área de lazer mais frequentada da cidade.
O trabalho serviu como um estágio para os quase duzentos alunos que participam do curso ministrados nas escolas estaduais Albino Feijó (Parque das Indústrias) e Olímpia Tormenta (Zona Sul). Exercitando a parte prática, eles distribuíram panfletos e conversaram com os frequentadores, que puderam dar sugestões e até passear de caiaque pelo lago.
A atividade faz parte do projeto ''Rio da Minha Rua'', desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), que tem registrado os principais problemas da cidade e que contribuem para a poluição dos rios. A idéia, é conscientizar a população a mudar de atitude começando pela própria casa e estendendo o trabalho de conservação do ambiente nas ruas e nos bairros.
Ontem, o movimento contou com a participação dos integrantes da Ong Patrulha das Águas, que levou os visitantes para um passeio de caiaque e rafting (barco inflável com capacidade para seis pessoas). Uma equipe do Corpo de Bombeiros deu cobertura para o passeio, que encantou principalmente as crianças (leia texto nesta página).
Para os alunos do curso, o contato com a população é uma maneira de aplicar o que eles estão aprendendo. A costureira Luzia Alcântara dos Santos, moradora do Jardim Piazentini (Sona Sul), frequenta o curso desde agosto. ''Aprendi sobre a importância da mata ciliar, da preservação da área verde nos quintais da casa, de como a impermeabilização do asfalto pode prejudica o lençol freático e a necessidade de adequar as calçadas para que as árvores possam receber água suficiente. São detalhes simples, que passavam despercebidos e que agora, podemos ensinar para os outros''.
O motorista do posto de saúde do distrito de Paiquerê, Eliel Esteves, também é aluno do curso. ''Não tinha conhecimento de nada e hoje passei a prestar mais atenção em tudo. Aqui mesmo, antes de instalar o filtro da água da Sanepar que vai ser servida à população, a geladeira foi lavada com detergente na água do lago. Está errado'', alertou o aluno, que observou a espuma jogada na água. Os integrantes do grupo, alertaram o funcionário da empresa para o erro.
Para o desempregado Eudes Lucena de Oliveira, que também ajudava a conscientizar os frequentadores do lago, o trabalho depende do esforço de todos. ''Se conseguirmos, pelo menos, conscientizar um pouco da população, já está bom''.


