Se todos os contribuintes de Campo Mourão destinassem parte do Imposto de Renda devido às entidades sociais que atendem crianças e adolescentes, como permite a lei, essas entidades teriam uma arrecadação extra de R$ 101 mil por ano. Os cálculos são da própria Receita Federal e motivaram as entidades assistenciais e a prefeitura a lançar uma campanha que visa o aumento desses repasses entre empresas e até pessoas físicas.
Segundo o prefeito Tauillo Tezelli (PSDB) os empresários ‘‘não perdem nada com isso e ainda deixam o dinheiro na própria cidade’’. No ano passado, as sete entidades voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes conseguiram arrecadar R$ 9,3 mil. Pelas regras da Receita Federal, cada empresa pode destinar até 6% do imposto devido ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Já as pessoas físicas podem doar até 1% do que devem de IR.
Segundo dados do Ipardes e do IBGE, Campo Mourão conta com cerca de 6 mil crianças e adolescentes em situação de risco que não recebem assistência de instituições oficiais e filantrópicas. Atualmente, programas mantidos pela prefeitura e por entidades atendem 2 mil crianças.

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