A questão da segurança no trânsito nas proximidades de escolas não é um assunto novo. Essa é uma preocupação constante e que depende muito também do bom senso dos motoristas. Um exemplo é a Escola Municipal Carlos Kraemer, que fica na Rua Tremembés, no Jardim Castelo (zona leste de Londrina).
Anos atrás a FOLHA acompanhou a solicitação da comunidade para que fosse implantado um semáforo, além de um reforço na sinalização. O pedido foi atendido em 2010 devido ao alto índice de acidentes.
Porém, mesmo com a placa da campanha Pé na Faixa e o semáforo, pais e alunos ainda sofrem com a falta de respeito dos motoristas. "É complicado porque nós, como pedestres, fazemos nossa parte, mas não somos respeitados. Posso afirmar isso porque trago meu filho todos os dias para a escola e por diversas vezes tive que recuar para não ser atropelada", declara Rosângela Moraes Marques.
Na semana passada, a CMTU em parceria com o 5º BPM deu início a uma ação educativa de campanha permanente no trânsito. "Acho que é uma boa ação, mas gostaria que eles estivessem aqui na Tremembés nos horários de entrada e saída dos alunos. Se isso ocorresse durante um tempo, acho que muitos motoristas que passam aqui diariamente ficariam bem mais alertas e conscientes sobre a necessidade de reduzir a velocidade e respeitar a faixa de pedestres", completa a dona de casa.

Direito
Em um outro ponto da cidade, na Rua João Wycliff, na Gleba Palhano (zona sul), a reclamação é a mesma. A dona de casa Sara Baer Yamashita Fernandes é mãe de três filhos, sendo a mais nova, Annelise, de 7 anos, diagnosticada com Miastenia Gravis, do latim "músculo pesado", uma doença sem cura e autoimune. "Tem dias que ela está super ativa, mas tem outros que ela cai à toa. Ela toma quatro remédios diariamente e faz uma série de tratamentos e atividades físicas", explica Sara.
Devido a essa deficiência muscular, Annelise não consegue correr e a gravidade surge quando ela precisa atravessar a faixa de pedestres. "O motorista não respeita, nem mesmo em frente à escola. Além disso, há sempre abuso de velocidade. Eu entro na faixa e sinalizo para atravessar, mas é raro alguém parar", reclama.
Outra dificuldade apontada por Sara é em relação à adequação das calçadas e às vagas especiais de estacionamento. "O que me revolta é a falta de educação das pessoas. Minha filha não é cadeirante, mas ela tem uma deficiência. As pessoas me abordam grosseiramente por eu parar em vagas destinadas aos deficientes e diante disso eu estudei as leis para provar que estamos no nosso direito. É lamentável", desabafa. (M.O.)

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