Milton DóriaQuestão de segurançaCésar Augusto Vargas, da empresa Otis: ‘Queremos crianças como aliadas para evitar acidentes’As crianças são o público alvo da campanha educativa que está sendo desenvolvida por uma empresa de transporte vertical. Em Londrina, a filial Otis inicia os trabalhos de conscientização nos condomínios a partir do próximo mês. ‘Queremos ter o público infantil como aliado na conservação e utilização adequada, evitando acidentes e desgastes desnecessários do elevador’’, diz o responsável pela campanha em Londrina, César Augusto Vargas.
Além da dramatização, distribuição de material informativo e brindes, o personagem de um ‘‘grilo falante’’ estará acompanhando um técnico que vai mostrar o uso correto e seguro do equipamento. Uma revista em quadrinhos também faz parte do material a ser entregue às crianças. A campanha vai se estender até outubro, quando haverá concurso de desenho.
César Vargas explica que, apesar de o público alvo ser o infantil, a maior parte dos problemas nos elevadores é causada por adultos. Ele cita casos de vandalismos que ocorrem com frequência, sendo comum o afundamento e a queima dos botões. ‘‘Há vândalos que chegam a fazer xixi nos elevadores’’, conta.
Vargas informa que a fábrica tem instaladas cerca de 25 mil unidades no Brasil. Em Londrina, são cerca de 400 unidades. Deste total, 310 equipamentos recebem a manutenção do fabricante. Os demais recebem assistência de empresas alternativas. ‘‘Temos preocupação porque qualquer acidente é uma propaganda negativa.’’
Segundo Vargas, todo elevador deveria passar por manutenção mensal. Ele afirma que a vistoria completa e os cuidados períodicos podem evitar problemas futuros e garantir a segurança dos elevadores. Vargas cita como exemplo a lubrificação dos cabos de sustentação, que dá maior tempo de vida útil às peças.
Outro item de segurança, que precisa ser verificado durante a manutenção mensal - destaca Vargas - é a regulagem da velocidade. ‘‘Esse regulador faz a diferença entre o elevador ser uma caixa que sobe e desce ou um veículo seguro’’, afirma. O técnico alerta que, sem a regulagem adequada, o freio de emergência corre o risco de não ser acionado.
Vargas afirma que a economia obtida com empresas alternativas que prestam o serviço de manutenção de elevadores, a um preço mais baixo que o dos fabricantes, pode representar prejuízos futuros. ‘‘O barato acaba saindo caro porque a manunteção não é completa, as peças repostas não são originais, e alguns itens de segurança não são observados’’, diz. Ele informa que o preço médio de um elevador com 10 paradas, modelo mais simples, gira em torno de R$ 35 mil. O contrato de manutenção mensal varia entre R$ 150,00 a R$ 300,00, dependendo do tipo de cobertura.

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