Campanha já tentou combater o problema
Em outubro do ano passado, uma campanha reunindo prefeitura, Conselho Tutelar e as polícias Civil e Militar tentou pôr fim aos pontos de prostituição no centro de Campo Mourão. A iniciativa partiu depois que aumentaram as reclamações de moradores e até um abaixo-assinado, com 70 assinaturas, foi feito para alertar as autoridades. Uma das primeiras medidas da campanha foi cadastrar frequentadores suspeitos da Praça Getúlio Vargas, no centro da cidade.
O trabalho teve pouco efeito, diz a presidente do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, Marisa Eliete do Nascimento. Segundo ela, várias mulheres acusadas de fazer pontos de prostituição na praça chegaram a ser detidas pela polícia, mas acabaram voltando à atividade. Elas assinaram um termo na delegacia, se comprometendo a arrumar uma ocupação lícita em 30 dias, mas isso não foi fiscalizado, explica.
O Conselho Tutelar, que cadastrou os suspeitos com a ajuda da Polícia Militar, não faz mais o serviço e prostitutas e homossexuais já começam a voltar às ruas centrais de Campo Mourão. De acordo com Marisa, o Conselho estava atuando numa área que não era dele. Nossa função é atender crianças e adolescentes, explica. Durante toda a campanha, apenas uma menor, de 17 anos, admitiu que vivia de prostituição. (S.S.)





