A Secretaria Municipal da Saúde de Foz do Iguaçu e a 9ª Regional de Saúde divulgaram ontem o balanço da campanha de vacinação contra o sarampo, realizada no sábado, em 20 postos de saúde da cidade. Segundo levantamento dos dois órgãos, a campanha não conseguiu atingir o número de imunizações previstas pelos técnicos.
A meta era vacinar cerca de 107 mil pessoas. Porém, a imunização atingiu apenas 20.148 pessoas na faixa de idade entre seis meses e 40 anos. O posto de saúde instalado na Ponte da Amizade registrou a maior procura, com 2.131 doses aplicadas. Os motivos da baixa procura foram a chuva e o frio registrados na região no dia da campanha.
Por causa do baixo índice, a campanha será estendida até dia 31. O anúncio foi feito ontem pelo secretário municipal da Saúde, Sadi Buzanelo, ao avaliar os números da imunização.
Segundo levantamentos, Foz do Iguaçu tem 16 casos confirmados de sarampo e 17 sob suspeita. Desde 1995 não era registrado nenhum caso da doença na cidade. Os casos registrados em Foz do Iguaçu atingem principalmente os adultos.
Os sintomas iniciais da doença são parecidos com os de uma gripe, como febre alta, tosse, conjuntivite, dores de garganta e ouvido e aparecimento de manchas vermelhas no corpo. A prevenção é feita somente com a vacina tríplice viral, que imuniza também contra caxumba e rubéola.
A Secretaria da Saúde alerta que não podem ser vacinadas as pessoas com Aids, câncer e as gestantes, já que a aplicação da vacina contra a rubéola pode prejudicar o feto. As mulheres em idade fértil assinam declaração se comprometendo a não engravidar nos próximos três meses.
A campanha de vacinação contra o sarampo também foi realizada nas cidades paraguaias e argentinas da fronteira com Foz. A imunização atingiu os moradores de Ciudad del Este e Puerto Franco, no Paraguai, e Puerto Iguazú, na Argentina.
A situação mais preocupante, segundo Carlos Valdez, diretor da Regional de Salud de Alto Paraná, no Paraguai, é em Ciudad del Este, onde há 25 casos confirmados e outros 25 sob suspeita.

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