Campanha gera processo na Justiça de São Paulo
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o proprietário da marca Psico Street, Carlos Civipate, considerou favorável a polêmica que se instalou na cidade por causa de sua penúltima campanha publicitária. Se falou tanto nela que acabou ficando mais conhecida, comenta. Civipate, que ajudou a criar a publicidade, gostou tanto da idéia que investiu em mais uma campanha lançada esta semana, desta vez com cinco outdoors a mais.
A campanha manteve as mesmas características, mudando apenas a frase. Desta vez, foi usada a frase Viagra Everyday, que lembra o medicamento contra impotência. O empresário diz que a frase Fucking Everyday faz parte de uma linguagem que ele precisa usar com seus clientes. Meu público é formado por adolescentes, mais rebeldes, que são americanizados, comenta.
A campanha da Bunnys gerou discussões em Curitiba e acabou sendo cassada também em Bauru (SP). Por causa disso, os publicitários da agência paulista New Comm Bates, que criou a idéia, não estão falando com a imprensa. Tanto a agência como o fabricante de roupas foram citados em um processo que está em trâmite na Justiça paulista.
O publicitário José Alberto Vivas diz que o curitibano é sexualmente mais conservador do que a população de outras cidades. Isso faz com que muitas campanhas acabem sendo consideradas obscenas. Vivas acha desnecessária e até perseguidora essa polêmica. Cada anunciante tem o direito de fazer o que quer com sua marca. Se a campanha for de mau gosto, ele será o maior prejudicado, diz.
Vivas acha que, no Brasil, a publicidade sofre restrições que não acontecem em outras áreas. Sempre que entramos numa banca vemos dezenas de revistas de nu, assim como na TV. Por que a publicidade não pode ter essa liberdade, questiona.





