Curitiba - O Acidente Vascular Cerebral (AVC), mais conhecido como derrame, acontece de forma súbita, mas normalmente o paciente tem sintomas que podem alertá-lo, como a dormência na face, braços e pernas, em geral em apenas um dos lados do corpo. Se ele identificar o problema em tempo e procurar assistência médica rapidamente é grande a possibilidade de receber tratamento adequeado e escapar sem sequelas do acidente. Por outro lado, sem atendimento imediato, o AVC provoca muitas vítimas. Além de ser a terceira causa de mortalidade no mundo, é a enfermidade que causa o maior número de incapacitação física e/ou mental.
Para orientar o público a reconhecer os sintomas e encaminhar ao atendimento médico os casos suspeitos o mais rápido possível, pelo terceiro ano seguido o Serviço de Neurologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio da Secretaria Municipal da Saúde, levou às ruas de Curitiba, ontem, uma Campanha de Prevenção ao AVC. Outros sintomas do AVC são: dificuldades para falar ou compreender o que se diz; enxergar ou caminhar; perda de equilíbrio ou coordenação de forma repentina; e dor de cabeça súbita intensa.
Segundo a neurologista Viviane Zétola, 85% dos AVCs são do tipo isquêmico, ou seja, são provocados pelo entupimento de um vaso sanguíneo. Os outros 15% são hemorrágicos, isto é, têm origem na ruptura de um vaso cerebral. Os dois tipos são graves e causam sérios problemas - temporários ou permanentes - já que afetam as células nervosas cerebrais, responsáveis pelo controle de todas as funções motoras, bem como a recepção e interpretação das sensações, além da capacidade intelectual.
As causas do AVC são hereditárias e, por isso, é necessário que os chamados grupos de risco sejam mais cuidadosos. Integram os grupos, entre outros, portadores de doenças cardiovasculares, de diabetes e obesidade.

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