Campanha esclarece sobre gagueira
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de outubro de 2005
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Repetições de sílabas e palavras, prolongamentos de vogais e bloqueio da fala. São esses os sintomas da gagueira, um distúrbio de fluência que começa na infância e, quando não tratado adequadamente, gera estigma social e afeta o desenvolvimento do indíviduo. Ontem, no Dia Internacional de Atenção à Gagueira, professores e alunos do curso de fonoaudiologia da Universidade Norte do Paraná (Unopar) divulgaram informações sobre o problema no Shopping Catuaí, em Londrina.
A professora Rosinei Cernescu, coordenadora do curso de Fonoaudiologia da instituição, explicou que na fase dos três aos quatro anos época em que a criança está aumentando seu nível de vocabulário é normal a manifestação do distúrbio. A criança fica ansiosa e gagueja, disse. Nessa época, a família deve dar bastante atenção à conversa dos pequenos para amenizar a ansiedade. É importante não corrigí-los na frente de outras pessoas, esclareceu.
Se o problema não desaparece em alguns meses, é hora de procurar ajuda profissional. Segundo a professora, quanto antes houver intervenção terapêutica, maiores as chances de resolver o distúrbio sem seqüelas. A orientação não significa, entretanto, que adultos gagos não possam ser curados. O tratamento é mais demorado, mas bastante eficiente, relatou.
A melhor forma de lidar com a gagueira é conversar sobre o assunto e passar segurança sobre as possibilidades de cura. Incentivar a conversa nos momentos de maior fluência, manter contato olho no olho, evitar correções e não terminar as falas da pessoa gaga são orientações que colaboram no dia-a-dia. Pedir ao indíviduo para respirar antes de falar não ajuda, enfatizou.
Rosinei ressaltou que os professores são fundamentais na identificação do distúrbio e na superação dessa fase. Uma das dicas é conversar em particular com o aluno, mostrando-lhe que sabe do problema e que o aceita como é.
SERVIÇO
A Clínica de Fonoaudiologia da Unopar vai realizar plantão de atendimento sobre a gagueira amanhã e terça-feira, das 8 às 12 horas, no campus do Jardim Piza (Zona Sul).


