Londrina - De acordo com dados da Academia Brasileira de Rinologia (ABR), cerca de 60% das pessoas, que trabalham em ambientes com má qualidade do ar, sofrem com o ressecamento da mucosa nasal. Isso, pode piorar sintomas de rinite, asma, congestão nasal, provocar lágrimas nos olhos, rouquidão, tontura e fadiga.
A rinite alérgica destaca-se entre os males causados pela falta de limpeza dos condicionadores de ar e se manifesta minutos após o contato com o alérgeno, ainda que a inflamação não seja reconhecida imediatamente pelo paciente. Para conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a saúde respiratória, a academia lançou a campanha Respire pelo Nariz e Viva Melhor.
''Sabemos que ambientes com grande quantidade de pessoas, mal ventilado, com limpeza inadequada devem ser evitados. A utilização de solução fisiológica na mucosa nasal ajuda a minimizar a sensação de secura e auxilia na remoção de impurezas filtradas pelas fossas nasais'', sugeriu João Mello Júnior, membro da comissão científica da ABR.
De acordo com o otorrinolaringologista Richard Voegels, do Grupo de Alergia em Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o ressecamento nasal é extremamente prejudicial ao organismo. ''Por dia, o ser humano produz dois litros de secreção nasal. Quando ocorre o ressecamento, as vias respiratórias deixam de ter seu principal mecanismo de defesa e ficam muito mais vulneráveis a qualquer alérgeno'', alertou.

Serviço - Mais informações sobre a campanha da Academia Brasileira de Rinologia no site www.respirepelonariz.org.br.

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