Campanha é de agência curitibana
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terça-feira, 16 de setembro de 1997
Curitiba 
Marcelo AlmeidaDe Angelis e Groff, da Master: peças para empregados e patrõesÉ criação de uma agência curitibana a campanha publicitária recém-lançada pelo Ministério da Saúde, Aids no local de trabalho. As peças gráficas foram elaboradas pelo diretor de arte Marcelo de Angelis e pelo redator Luiz Henrique Groff, da Master Comunicação e Marketing.
Trabalhamos com dois públicos-alvo, os empregadores e os empregados, conta Groff. Segundo ele, isso obrigou à criação de peças específicas. O folder dirigido aos operários traz a seguinte pergunta na capa: Sabe o que acontece quando um amigo seu pega o vírus da Aids?. Ao abrir o folheto, a resposta: Ele continua sendo seu amigo.
O redator da Master diz que direcionar a campanha para os empregados foi um exercício interessante de linguagem. Procurei falar de forma simples, bem didática, porque sei do preconceito que a falta de informação provoca em relação aos portadores do vírus, explica Groff. No chão de fábrica, é comum associar Aids a doença homossexual, completa.
Groff revela que o kit dos trabalhadores inclui cartazes para serem afixados em banheiros e refeitórios. É para deixar claro aos empregados que ninguém vai contrair o vírus se usar o mesmo banheiro ou os mesmos talheres de um soropositivo, justifica. Os kits são destinados a grandes e médias empresas de todo o País.
O material voltado aos patrões misturou conscientização e competitividade. No anúncio criado para revista, a mensagem é direta: Mais um concorrente para roubar os seus melhores funcionários: a Aids. De acordo com Groff, a peça levou em consideração o fato de 83,4% dos 76.396 casos da doença (dados de dezembro de 1995) estarem situados na população de 20 a 44 anos.
Do ponto de vista empresarial, isso é uma grande perda porque atinge a faixa etária mais qualificada e economicamente ativa, diz o publicitário. A campanha convoca o empresário a evitar a discriminação, que diminui a sobrevida do empregado soropositivo, e a investir na prevenção, com palestras e entrega de camisinhas, por exemplo.
Selo - A dupla Groff-Angelis ainda criou um selo, que o Ministério da Saúde vai oferecer às empresas engajadas na campanha. Trata-se de um triângulo com laço vermelho (símbolo do combate à doença) sobre a inscrição Esta empresa está na luta contra a Aids.


