O maior hospital pediátrico do país - o Pequeno Príncipe, de Curitiba - arrecadou no ano passado quase meio milhão de reais na comunidade. O balanço divulgado pelo hospital, que realiza 70% dos atendimentos pelo SUS, informa que 30% dos investimentos realizados em 1996 só foram possíveis graças a essas doações.
Dos R$ 469 mil arrecadados pelo Pequeno Príncipe, a maior parte (R$ 429 mil) veio da campanha ‘‘Adote um leito’’, lançada em novembro de 1995. A proposta do hospital é que cada pessoa física ou jurídica assuma 15% do custo mensal de manutenção de um leito, o que representa R$ 500,00.
De acordo com o coordenador de marketing do hospital, Marcos Kahtalian, 220 doadores aderiram ao programa e dão contribuições mensais. Alguns adotaram mais de um leito, outros se reuniram em grupos para fechar os R$ 500,00 mensais. As doações, como todas desse tipo, podem ser deduzidas do Imposto de Renda.
O Pequeno Príncipe também recebe doações esporádicas, tanto em dinheiro quanto em materiais e equipamentos. Segundo Kahtalian, a colaboração da comunidade tem sido fundamental para manter e até ampliar o atendimento. De acordo com ele, o hospital tem R$ 2 milhões em atrasados para receber do SUS e vem recorrendo ao sistema financeiro para pagar fornecedores e outras despesas.
Com todas as dificuldades, o Pequeno Príncipe ampliou o atendimento geral em 8% no ano passado. Houve aumento de 46% no número de cirurgias neonatais e de 41% no de internamentos na UTI cardiológica. Atualmente, sete em cada 10 internamentos de crianças em Curitiba são feitos no Pequeno Príncipe, que tem 320 leitos. O hospital atende 170 mil crianças/ano e em 1996 realizou 8,9 mil cirurgias.

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