Campanha defende usuários de bancos
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terça-feira, 09 de março de 1999
Célia Baroni 
Esperar mais de meia hora em uma fila de banco até conseguir o atendimento desejado continua sendo comum em Londrina. A conclusão é do Sindicato dos Bancários que, na semana passada, monitorou as filas de banco em várias agências da cidade. Segundo o diretor da entidade, Geraldo Fausto dos Santos, em 80% das agências a espera é de, em média, 30 minutos. Nas agências de grandes bancos, o tempo de espera chega a dobrar, diz. A demora no atendimento vai contra a lei 7.614 de dezembro de 98 de autoria do vereador Sidney Souza (PSB), que estabelece multa e advertência e até cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento em caso de reincidência.
A entidade decidiu realizar uma campanha para incentivar os usuários a reclamar e a denunciar as agências que não estão cumprindo a lei. A iniciativa, diz, nasceu do grande número de reclamações que chegam diariamente ao sindicato. Santos argumenta que a comunidade desconhece a legislação e não sabe de quem cobrar. As pessoas ligam para cá porque o sindicato é a única referência para elas, justifica.
A lei entrou em vigor no dia 26 de fevereiro e obriga as agências bancárias a controlar a demora no atendimento aos usuários do serviço, limitando o tempo de espera a no máximo 15 minutos nos horários normais e 30 minutos em horários de pico. Se a comunidade não denunciar e cobrar a fiscalização nas agências, a situação vai continuar a mesma, afirma o dirigente sindical. Para contornar o problema, o sindicato está distribuindo o Jornal do Cliente à população. No jornal consta informações sobre a lei e os telefones dos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Entre os bancos que se adaptaram à lei da fila, a entidade cita a Caixa Econômica Federal (CEF). O superintendente de Negócios da CEF, Claudemir Desto, explica que, mesmo antes da lei, a CEF vem investindo em alternativas de auto-atendimento para agilizar e melhorar o serviço. O resultado é que, apesar do grande volume de usuários que procuram a CEF, as filas são rápidas, o atendimento de qualidade e eficiente, argumenta.
A campanha do Sindicato complementa o trabalho da entidade pelo cumprimento da jornada de trabalho dos bancários. Santos explica que, com a redução do horário de atendimento, os bancos diminuíram o número de funcionários, sobrecarregando os demais. Com poucos funcionários para atender aumentam as filas e o bancário é obrigado a ficar além do seu horário, sem receber hora extra por isto, afirma. O sindicalista informa que os bancos reduziram em mais de 50% o número de seus funcionários. Hoje, na região de Londrina, trabalham 2.600 bancários. Em 89 eram, só na cidade, 3.500 bancários.
Serviço: Os telefones que podem ser usados em caso de denúncia e reclamação de demora no atendimento: (043) 327.4265 (Secretaria Municipal da Fazenda); 330.2897 (Procon) e 330.5935 (Ministério Público)


