Campanha dá orientação sobre como evitar a surdez
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terça-feira, 10 de novembro de 1998
Paulo Ubiratan 
Cerca de 70 alunas do segundo ano de fonoaudiologia da Universidade do Norte do Paraná (Unopar), de Londrina, vão fazer, a partir da próxima quinta-feira, uma campanha de prevenção de deficiência auditiva. com o eslogan Prevenir é Ouvir, a campanha tem o objetivo de atingir seis mil pessoas, principalmente comunidades mais carentes, que não têm acesso a informação sobre o assunto.
A campanha faz parte da 10ª Semana Científica e Cultural de Fonoaudiologia da Unopar. Além de desenvolver nossos conhecimentos, estaremos colaborando com pessoas que precisam, afirmou a aluna Lilian Brene Zapata, 23 anos.
As alunas farão a distribuição de panfletos, montagem de painéis, colocação de faixas, teatro e brincadeiras que envolvem a percepção auditiva. As atividades serão desenvolvidas no Shopping Catuaí, Calçadão, Escola Estadual Hugo Simas, Jardim Marabá e Jardim Santa Fé.
Segundo levantamento feito pelo Coordenadoria de Desenvolvimento e Educação (Corde) no ano de 1992, 1,5% da população brasileira é atingida pela deficiência auditiva. O mesmo levantamento enfatiza que se houvesse um melhor esclarecimento à população este índice poderia ser reduzido.
De acordo com estudos feitos pela Organização Mundial de Sáude (OMS), nos países de Terceiro Mundo as maiores causas da deficiência auditiva são virose, infecções pré-natais, má-formações genéticas, hereditariedade, drogas tóxicas, pré-maturidade, doenças infecto-contagiosas na infância, meningite e infecção crônica nos ouvidos. A campanha visa conscientizar a população sobre a importância da prevenção, pois sabemos dos escassos recursos disponíveis à saúde e os custos elevados para o atendimento, explicou a aluna Alessandra Fatuch Canesin, 19 anos.
A campanha vai orientar a população, por exemplo, sobre o uso correto do cotonete, que não deve ser introduzido na parte interna do ouvido, além dos prejuízos causados pelos fones de ouvido, quando o volume é muito alto. Vamos teatralizar situações, inclusive mostrando a importância das vacinas no combate a doenças que levam a perda da audição, explicou a aluna Juliana Campos Rings, 20 anos. Todos os trabalhos com as alunas estão sendo coordenados pela professora Patrícia Aspilicueta de Carvalho.


