Silvana Leão e Paulo Ubiratan
De Londrina
O Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), confirmou ontem que não deverá tirar do ar a campanha ‘‘Londrina exige o fim da violência’’, lançada no final de setembro por representantes da sociedade civil organizada e veículos de comunicação da cidade.
O risco passou a existir desde que um londrinense anônimo denunciou o movimento ao Conselho, alegando que o símbolo adotado, um quadrilátero vermelho agredido por quatro buracos de arma de fogo, é uma agressão à bandeira do Município.
Segundo o diretor-executivo do Conar, Ediney Marchi, aquela foi a única queixa recebida em relação à campanha. Ele explicou que os advogados que analisaram tecnicamente o caso chegaram à conclusão que não está sendo cometida nenhuma infração de natureza legal, e que uma denúncia isolada não é suficiente para instaurar um processo contra o movimento. A característica social da iniciativa também influenciou na decisão dos advogados, de acordo com Marchi.
Valduir Pagani, proprietário da Engenho Propaganda, responsável pela criação da campanha, afirmou que já esperava por esta decisão. ‘‘Ficou claro desde o início que tratava-se de queixa intempestiva, sem base legal e com o único propósito de criar polêmica.’’ Ele se disse satisfeito por saber que a tentativa de atrapalhar o movimento não surtiu efeito.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Newton Moratto, também disse que esperava que o Conar julgasse improcedente a denúncia. ‘‘Foi mais uma vitória para o movimento que é legal e legítimo porque conta com o apoio de toda a população londrinense’’, comemorou. ‘‘E é derrota daquele que tentou manchar a campanha e desestabilizar o nosso movimento’’.
Novos policiais Os investigadores Antônio da Cruz, Cesar Szpeak e Wilson Cardoso que integrariam o grupo de reforços trazido a Londrina anteontem pelo delegado-geral da Polícia Civil, João Ricardo Noronha, tiveram suas prisões temporária decretadas pelo juiz da Vara Criminal de Apucarana, Humberto Gonçalves de Brito. Os policiais estão foragidos desde a última quarta-feira, quando as prisões foram decretadas.
Os três investigadores estão sendo acusados de formação de quadrilha e de prática de golpes em todo o Brasil, inclusive roubo de tratores junto com os estelionatários Márcio Vasconcelos e João Portela. Os dois foram presos e depois acusaram os policiais.
Por medida de segurança eles foram transferidos para a Prisão Provisória de Londrina. O último golpe praticado pelos policiais e os dois estelionatários foram contra os empresários maranhenses Luis Domico e Isac Aragão Mendes. Os empresários foram sequestrados e obrigados e pagar R$ 90 mil para serem libertados.Advogados do Conar analisaram denúncia contra símbolo da campanha e concluiram que não está sendo cometida infração de natureza legal
Arquivo FolhaMOVIMENTO FORTALECIDOValduir Pagani, da Engenho Propaganda: ‘‘Ficou claro desde o início que tratava-se de queixa intempestiva, sem base legal e com o único propósito de criar polêmica’’. Ao lado, o símbolo da campanha

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