Campanha contra sujeira de cães
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de maio de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Em qualquer horário do dia, a cena é comum. Os donos aproveitam o passeio com os animais de estimação para que eles façam as ''necessidades'' na rua. Como o empresário Ricardo Nakamura, 49 anos, que leva ''Yoshi'', da raça Shih-tzu, todos os dias ao Lago Igapó II, na Área Central de Londrina.
Ele conta que o animal já se acostumou a fazer as ''sujeiras'' fora de casa, mas admite ter consciência de seu papel de dono e recolhe as fezes em uma sacolinha plástica. ''Nunca saio sem ela. Recolho e jogo no lixo. É simples e não custa nada'', diz.
Só quem sabe o quanto custa a falta de responsabildade de alguns donos é o varredor Nelson Lopes, que diariamente percorre o entorno do lago, fazendo a limpeza da rua e das pistas de caminhada. ''Vejo muita gente recolhendo, mas também não é todo mundo. Tem muitos que acabam ignorando a sujeira e daí, sobra para nós'', comenta.
Essa falta de consciência é o foco principal da Campanha Anticaca, promovida por alunos e professores do curso de Medicina Veterinária da Universidade Norte do Paraná (Unopar) e voluntários da ONG SOS Vida Animal.
Através de panfletos educativos, eles querem alertar a população sobre os perigos que as fezes dos animais causam à saúde do homem e sobre a limpeza dos espaços públicos. ''Algumas pessoas já criaram o hábito de recolher, mas ainda há muito o que fazer, pois nos bairros as sujeiras continuam nas ruas e calçadas'', diz a professora e veterinária em Arapongas, Pâmela Sakata.
De acordo com ela, as pessoas ainda mantêm o costume de abrir o portão de casa para o animal sair e defecar. ''Não existe desculpa para não recolher as fezes, principalmente se analisarmos pela questão sanitária'', afirma.
Ela explica que as fezes dos animais podem contaminar os humanos através dos parasitas intestinais de cães e gatos, responsáveis por diversas doenças, entre elas, a giardiose e larva migrans cutânea, mais conhecida como ''bicho geográfico'', que causa irritação da pele e coceira intensa. De acordo com Pâmela, locais com areia, como parquinhos e construções, costumam ser os preferidos dos animais, principalmente dos felinos.
PROTOCOLO VACINAL
Vacinas essenciais para cães contra cinomose, hepatite e parvovirose
Primeira dose - 6 a 8 semanas de vida
Segunda dose - 10 a 12 semanas de vida
Terceira dose + antirábica - 14 a 16 semanas de vida
Primeiro reforço - 1 ano após a 3ªdose
Demais reforços - Reforço anual contra raiva e a cada 3 anos contra cinomose, hepatite
e parvovirose
Leptospirose (opcional) - Duras doses com intervalo de 3 a 4 semanas. Primeira dose só a partir da 9ªsemana de vida. Reforço a cada 6 a 12 semanas
Vacinas essenciais contra Panleucopenia felina, calicivírus felino e herpesvírus felino
Primeira dose - 8 a 9 semanas de vida
Segunda dose - 11 a 12 semanas de vida
Terceira dose - 14 a 16 semanas de vida
Primeiro reforço - 1 ano após a 3ªdose
Demais reforços - Reforço anual contra raiva e a cada três anos contra panleucopenia felina, calicivírus felino e herpesvírus felino
Fontes: AAHA, 2006, e WSAVA, 2007


