Dorico da SilvaMiriane Ribeirite,
coordenadora da
campanha: meta não
foi ainda atingidaAs mulheres de Londrina têm até o dia 30 para tomar a vacina contra a rubéola. A campanha estadual de vacinação contra a doença foi encerrada oficialmente no dia 3 deste mês, mas em Londrina a vacinação prossegue até o final de abril. A previsão inicial era de imunizar 86.900 mulheres de 12 a 39 anos, mas até agora cerca de 30 mil tomaram a vacina.
A coordenadora da campanha na cidade, a enfermeira Miriane Lalli Ribeirite, explica que durante a semana da campanha (28 de março a 3 de abril), muitas mulheres compareceram aos postos de saúde para tomar a vacina. ‘‘Depois, com o encerramento e a redução da divulgação sobre o assunto, as mulheres não procuraram mais’’, observa.
Antes de a campanha começar, a Secretaria Municipal de Saúde já havia previsto a dificuldade de alcançar a meta inicial, segundo a enfermeira. Por isso, a coordenação havia decidido prolongar a campanha até o final do mês. ‘‘Queremos fazer uma alerta às mulheres, lembrando que a vacinação é importante, gratuita e não dói’’, diz Miriane.
Miriana Ribeirite explica que a rubéola, se adquirida durante a gravidez, pode trazer consequências graves para o feto. O bebê pode nascer com surdez, cegueira, problemas cardíacos e retardo mental. ‘‘Podemos prevenir, mas não há tratamento. Uma criança que nascer surda, por exemplo, ficará assim para o resto da vida.’’
Mesmo as mulheres que não querem mais ter filhos ou não planejam engravidar devem tomar a vacina para evitar que sejam agentes de transmissão da doença. Segundo Miriane Ribeirite, as mulheres que tomam a vacina são orientadas a não engravidar nos três meses seguintes. Ela explica que não há registros de crianças nascidas com sequelas por causa da vacina, mas existe um risco teórico de que isso aconteça. A vacina está disponível nos 37 postos de saúde da zona urbana e nos 12 da zona rural.

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