Campanha contra fumo divide opiniões em Maringá
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terça-feira, 27 de maio de 2008
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Maringá - A aplicação da lei que proíbe o consumo de cigarros ou similares em ambientes fechados promete ser mais rigorosa em Maringá, com a fiscalização que está sendo feita pelo Ministério Público e a Secretaria de Saúde, nos principais estabelecimentos da cidade. Como o tema ainda gera muita polêmica entre os clientes e comerciantes, os empresários irão lançar uma campanha de conscientização no próximo sábado, Dia Nacional de Combate ao Tabagismo. Através de cartazes, folhetos e camisetas, eles pretendem envolver a maioria dos estabelecimentos, principalmente aqueles que assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com as promotorias do Trabalho e de Defesa do Meio Ambiente, se comprometendo a cumprir a legislação.
De acordo com Rosângela Treichel, coordenadora de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde de Maringá, existem três leis (federal, estadual e municipal) que proíbem o consumo de cigarros em ambientes fechados. ''Maringá está cumprindo a lei. Não queremos prejudicar ninguém'', afirma. Segundo ela, a ação se iniciou no ano passado, com uma campanha de conscientização, seguida de uma fiscalização. Os estabelecimentos que não se adequaram à lei foram advertidos e alguns, multados.
Já a advogada do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes de Maringá, Luziana Pedroso de Almeida, diz que assim como a entidade muitas empresas não vão aderir à campanha. Para ela, é preciso rever a forma de fiscalização. ''A lei permite fumar em locais fechados desde que os mesmos tenham um ambiente adequado e ela também não especifica que os estabelecimentos que possuem toldo ou uma parte coberta seja um ambiente fechado. Temos que entrar em um consenso para não prejudicar ninguém'', afirma Luziana, que irá se reunir com o prefeito na semana que vem para discutir a medida.
Para Michel Nagid Neme, proprietário do Bar e Petiscaria Dionísio, a resistência dos clientes é o grande problema. ''É muito difícil mudar o hábito das pessoas, principalmente daquelas que vêm de lugares onde a legislação não é cumprida. Mas é uma lei e nós devemos cumpri-la'', diz Neme, que não tem problemas com a fiscalização, já que seu bar é aberto. Mas ele afirma que irá aderir à campanha e até colocará faixas com o tema, em frente ao estabelecimento.
Para Osnir Carlos Pozza, proprietário do Bar Gato Amarelo, a campanha irá fazer com que os clientes entendam que a proibição é uma aplicação da lei e não uma medida do bar. ''Já perdi muitos clientes fumantes, mas reconheço que a lei deve ser cumprida'', conta.
Segundo Rosângela, as autoridades entendem por ambiente fechado todo local onde não há circulação de ar. ''Além do cliente, temos que assegurar também a saúde do trabalhador dos estabelecimentos'', ressalta.


