Sem muito apoio do Ministério da Saúde, a campanha de prevenção a Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) durante o carnaval será realizada de forma tímida este ano. Até ontem a Secretaria Estadual da Saúde, responsável pela distribuição dos materiais no Paraná, não havia recebido os cartazes, fitas de cabeça, folders e adesivos prometidos, e nem tinha previsão da entrega. O que se sabe é que os produtos chegarão em pequena quantidade.
A compra dos preservativos é de responsabilidade da secretaria. Este ano, ela dispõe de 454 mil camisinhas e 185 mil vales-preservativo que serão distribuídos. Os materiais já estão nas regionais de saúde e deverão começar a chegar aos municípios na semana que vem. Cada município é que definirá como será feita a entrega à população. A secretaria providenciou também 305 mil panfletos de alerta com a frase: ‘‘Diversão só com prevenção’’.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde, pela pequena quantidade, os materiais viabilizados pelo Ministério da Saúde serão distribuídos nos locais de maior demanda, provavelmente no litoral.
Em Curitiba, a campanha de prevenção a Aids e DST terá o apoio de organizações não governamentais. É o caso do Grupo Dignidade, de defesa dos homossexuais, que ajudará na distribuição. Na capital, serão entregues 100 mil preservativos. Marcela Prado, diretora executiva da entidade, diz que a idéia principal é atingir as pessoas de baixa renda, que não viajam e costumam comemorar o carnaval na rua e nos bailes populares.
Até o dia 1º deste mês, o Paraná tinha registrado 5.761 casos de Aids. Deste total, apenas 2.953 pessoas estão vivas. Na maioria dos casos (3.084), a contaminação aconteceu através de relação sexual; 1.142 pelo sangue, e 162 no momento do parto. Há ainda outros 1.373 casos que não tiveram a forma de contaminação definida.

mockup