Campanha conscientiza
moradores de bairro
O projeto da cooperativa de papéis está atraindo cada vez mais novos voluntários. Professores, donas-de-casa, empresários, representantes de entidades e a comunidade em geral aderiram à cooperativa de forma indireta. Ao tomar conhecimento do projeto, são muitas as pessoas que passam a entregar o lixo reciclável na cooperativa, mesmo que para isso tenham que enfrentar a maratona de realizar diversas ‘‘viagens’’ com os próprios veículos.
Um exemplo é a professora Ivanete Lopes Perla, 39 anos. Considerada como divulgadora do projeto, Ivanete aprendeu a separar o lixo em casa e convenceu os vizinhos a fazer o mesmo. A cada dois dias ela passa recolhendo o material nas casas vizinhas e entrega os sacos cheios de lixo reciclável na cooperativa. Ivanete é integrante do movimento Vez e Voz da Mulher, fundado pelas moradoras da Zona Dois. Ela ficou sabendo do projeto através da Arquidiocese de Maringá e imediatamente se apresentou como voluntária. ‘‘Desde que comecei a separar o lixo em casa passei a perceber que são muitos os materiais que podem ser aproveitados e hoje nem uma tampinha de garrafa é jogada na lata de lixo.’’
De acordo com Vera Lúcia Tasca, a participação dos voluntários tem sido fundamental para o desenvolvimento da cooperativa. Ela explica que se não fosse o material entregue pelos voluntários, a cooperativa teria muito mais dificuldade de conseguir recursos para comprar os equipamentos básicos. Segundo ela, a idéia inicial era colocar os cooperados nas ruas imediatamente, mas a cooperativa ainda precisa se estruturar internamente para estar operando em sua plena capacidade.
A expectativa é de que até o mês que vem boa parte dos cooperados possam estar fazendo a coleta nas ruas e entregando todo material para ser separado e embalado adequadamente na própria instituição. Até lá, garante Vera Lúcia, será desenvolvida uma campanha de conscientização junto aos moradores da Zona Sete sobre a importância de fazer a separação do lixo doméstico. (L.P.)

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