Campanha combaterá pedofilia
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sábado, 06 de dezembro de 2008
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Comissão de Segurança na Câmara Municipal de Curitiba lançou, ontem, a campanha "Denuncie toda forma de violência contra a criança e o adolescente". De acordo com o vereador Pedro Paulo (PT), autor da iniciativa, a campanha pretende formar uma grande frente contra a pedofilia.
Na audiência de lançamento, um debate levantou estratégias a serem colocadas em prática. Na opinião de Eunice Vieira Bonome, delegada do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), uma campanha colabora para a conscientização das pessoas ao redor de uma situação de violência. "Todos temos que denunciar, não só quem tem a vítima em casa. Quando houver qualquer suspeita, o melhor é procurar o Conselho Tutelar do bairro, a delegacia ou um dos números de disque-denúncia", explica.
Michael Genofre, pai da menina Rachel Genofre, encontrada morta há cerca de um mês dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba, aproveitou a ocasião para fazer a fundação de sua organização não-governamental (ONG) "Basta de Pedofilia". Ele diz que a idéia é, além de pressionar o poder público a tomar uma posição mais efetiva no combate à violência contra crianças, criar, em um segundo momento, uma estrutura de amparo às vítimas de pedofilia com psicólogos e advogados.
Para o promotor do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente do Ministério Público (MP) estadual, Murilo Digiácomo, falta preparo e aparelhamento do Estado para enfrentar a questão. "Apenas Curitiba e Foz do Iguaçu têm delegacias especializadas, o Interior é carente. É preciso estrutura para apurar a denúncia, responsabilizar os culpados e proteger a vítima", aponta.
Digiácomo estava munido de números que obteve no Disque 100, o número de telefone nacional para denúncias desse tipo de crime. De 1º de janeiro até ontem, 1.838 relatos de violência contra crianças foram registradas pelo serviço em todo o Estado, 267 na Capital.
Eunice conta que, para o próximo ano, existe um projeto de cinco novos Nucrias em cidades-pólos paranaenses. "Fizemos uma pesquisa em que avaliamos as cidades com maior número de casos desse tipo de crime", afirma. Ela não adiantou os municípoios onde eles devem ser criados.
Na mesa de debates, também participaram representantes do Conselho Tutelar, da Fundação de Ação Social e da Secretaria de Estado da Criança e da Juventude.


