Campanha busca recursos para a Santa Casa
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segunda-feira, 26 de abril de 1999
Lúcio Horta 
Não deixe o farol da saúde acabar. A frase - que remete ao antigo farol da Santa Casa de Londrina, ainda instalado no prédio do hospital e que antigamente era utilizado para chamar médicos em casos de emergência - é o tema de uma campanha publicitária que será lançada hoje, às 8h30, no Hotel Bourbon (área central).
O objetivo é chamar a atenção da sociedade para ajudar a Santa Casa, que passa por profunda crise financeira. O londrinense poderá colaborar por meio de ligações telefônicas: R$ 5,00 (com o telefone 300-8005), R$ 10,00 (300-8010) e R$ 15,00 (300-8015). As ligações estarão disponibilizadas pela Sercomtel a partir de hoje.
O publicitário Pedro Afonso Scucuglia, da agência CGD/Up e coordenador da campanha, informou que serão utilizados outdoors, cartazes, volantes, adesivos, bótons, spots de rádio e peças de TV. Toda a produção - desde layout e computação gráfica até produção de jingles, locução, apresentação - foi feita gratuitamente, através da colaboração de profissionais que atuam no mercado publicitário em Londrina. A divulgação das peças, em jornais, TVs e revistas também não será cobrada.
Todas as TVs vão veicular, no mínimo, dois comerciais por dia, comemora Scucuglia. Segundo ele, não fosse o trabalho voluntário, o custo da campanha ficaria em torno de R$ 40 mil e a veiculação mais R$ 150 mil. Mas ninguém se negou em participar, apontou. No total, aproximadamente 30 pessoas trabalharam diretamente na produção do material. O publicitário acrescentou que, apesar de pedir dinheiro, a idéia do grupo foi fazer uma campanha alegre, otimista. Não queremos fazer terrorismo, a Santa Casa não vai fechar.
Além das peças publicitária, outras ações também estão sendo desenvolvidas para ajudar a Santa Casa. Há uma semana, por exemplo, o Grupo de Apoio Pró-Vida começou uma campanha para arrecadar kits de primeiros socorros, que não são mais obrigatórios nos veículos. O material que compõem os kits - como esparadrapo, ataduras, compressas de gaze, tesouras etc - poderia ser utilizado pelo hospital, diminuindo assim a despesa da instituição.
Guiomar Accorsi Moreira, presidente do Pró-Vida, informou que, além das doações por telefone, também serão distribuídos carnês de contribuição mensal, de R$ 5,00 e R$ 10,00 para a Santa Casa. Outra ação: no dia 29 de maio, às 9 horas, no Colégio Marista, as associações Médica e Odontológica de Londrina promovem o lançamento do livro Quem ama não adoece, de Marco Aurélio Dias da Silva. Dos livros vendidos em Londrina, 45% da renda vai para a campanha.
A presidente do Pró-Vida adiantou que dois bezerros já foram doados por pecuaristas da cidade para ajudar a Santa Casa: um deles foi vendido no Leilão dos Pioneiros por R$ 6.050,00; outro, durante a exposição, rendeu R$ 1,6 mil.
Outras doações importantes já foram feitas, desde jóias até enxoval completo para bebê. A mais significativa, e que se tornou um dos símbolos da campanha, foi a do arcebispo da Arquidiocese de Londrina, dom Albano Cavallin: ele entregou um anel de ouro branco e amarelo, presente dado pela família em 1973 como homenagem pela consagração episcopal.


