As unidades prisionais de Londrina estão realizando uma campanha de arrecadação de livros para a população carcerária. Segundo a psicóloga Cíntia Helena dos Santos, diretora do Patronato Penitenciário de Londrina, todas as unidades prisionais estão recebendo doações de livros. Ela conta que existem projetos relacionados ao Dia do Encarcerado, que será neste dia 13 de agosto, e também existe o projeto '' De mão em mão'', que está sendo realizado na Penitenciária Estadual de Londrina 2. '' Todas as unidades possuem um acervo de livros, mas eles são predominantemente didáticos e temos recebido solicitações de livros de poesias, espirituais e de aventura'', comenta Cíntia.
Ela relata que tem solicitado a doação de livros a cada turma de alunos que realiza visitas as unidades prisionais, pois os acervos precisam de renovação. Ela conta que esses presos são cada vez mais jovens e muitos têm escolaridade baixa. Seria melhor se a população puder doar livros de leitura voltados para o público jovem, mais coloridos, de linguagem mais acessível e que estimulem os jovens a gostar de ler'', solicita.
O diretor da Casa de Custódia de Londrina, José Roberto dos Santos, explica que o livro ajuda a abstrair um pouco de sua condição.''As pessoas possuem necessidades básicas de sociabilização e na prisão isso é potencializado e se torna uma escola negativa e a educação é uma forma de quebrar um pouco isso e a função das prisões é que o detento entre melhor do que entrou'', reforçando que trata-se de um direito do preso, um dever do estado e está na lei.
O diretor da Penitenciária Estadual de Londrina 1, José Eduardo Alves, cobra o envolvimento da comunidade na campanha. '' Essas pessoas retornarão para a sociedade algum dia e quanto melhores eles retornarem, a tendência é de que a violência urbana diminua'', comenta.
Élcio Martins Basdão, diretor da PEL 2, afirma que o indivíduo quando está com a mente ociosa, ocupa a mente com as influências que a prisão oferece e é preciso que essas pessoas tenham atividades laborais e sócio-educativas para que não tenha tempo e nem espaço para atividades que sejam ruins.
Aparecida Alves de Souza é coordenadora de cursos e projetos na PEL 2 e conta que por intermédio da leitura os presos conseguem viajar para outros lugares e podem vivenciar situações em que podem projetar suas vidas. '' Eles podem projetar um destino diferente do que vinham trilhando'', comenta.

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