Campanha arrecada combustível para a PM de Maringá
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de fevereiro de 2001
Lucinéia Parra De Maringá 
O Conselho Municipal de Segurança de Maringá iniciou uma campanha para conseguir doações de combustíveis ao 4º Batalhão da Polícia Militar. A campanha será direcionada principalmente aos postos de combustíveis, mas conforme o presidente do conselho, Elói Silva, diversos empresários da cidade já se prontificaram a participar.
Dos 58 postos de combustíveis de Maringá, 20 aceitaram doar 100 litros de gasolina mensalmente ao 4º BPM. Dois empresários também já garantiram doações mensais. Segundo Silva, a campanha é uma medida paliativa para melhorar as condições de trabalho dos policiais militares.
O comando do 4º batalhão está adotando um esquema que permite a presença dos policiais em toda a cidade apesar da dificuldade de abastecimento, mas o ideal é que as viaturas estejam nas ruas para garantir uma segurança efetiva, disse. Além da campanha, o conselho também está mantendo contato com políticos e autoridades regionais para que cobrem do governo do Estado o reajuste da verba destinada aos gastos com combustíveis por parte da PM.
Atualmente, o 4º BPM recebe R$ 26 mil mensais para a compra de combustíveis. O recurso é suficiente para comprar 15.568 litros de gasolina. Para manter as 70 viaturas e 25 motonetas nas operações ostensivas diárias é necessário, conforme Silva, 52,5 mil litros de gasolina por mês (R$ 87,6 mil). Com a campanha, o conselho espera recolher só dos postos 5,8 mil litros de gasolina por mês. Não vamos atingir o volume necessário, mas já vai ajudar muito a polícia militar.
O comandante do 4º BPM, coronel Gilberto Kummer, disse que, apesar da falta de combustíveis, o 4º BPM adotou um esquema de patrulhamento que mantém as viaturas em pontos estratégicos. Além disso, para economizar o consumo, os policiais adotaram de vez as motos e motonetas nas principais ocorrências.
Ele admitiu à Folha em reportagem publicada mês passado que o abastecimento das viaturas estava comprometido pela falta de gasolina. Ele evitou fazer críticas ao governo e disse que a verba reduzida para a compra de combustíveis é consequência de um processo de readequação de gastos do governo estadual.


