Campanha apresenta resultados
Campanha apresenta resultados
Guilherme Pupo
O Conselho Tutelar de Paranaguá, no Litoral do Estado, está realizando uma ou duas blitze por semana para verificar a presença de menores prostituídas na cidade. Desde o início da operação, no final de março, pelo menos dez meninas entre 12 e 14 anos de idade foram encaminhadas às famílias ou aos conselhos tutelares de seus municípios.
As blitze começaram após denúncia do juizado da Vara da Infância e Juventude de Paranaguá. De acordo com a denúncia, a cidade recebe um grande número de meninas paraguaias e de vários Estados brasileiros, prostituídas por caminhoneiros que chegam à cidade para descarregar mercadorias no porto. A maioria das menores é trazida como companheira de viagem dos caminhoneiros e abandonada no porto. Segundo o conselheiro Reginaldo de Souza, que participa das blitze, o índice de prostituição infantil aliviou um pouco após o início da operação. Fizemos um trabalho de conscientização com os motoristas e o número de meninas circulando pela cidade já é menor, comenta.
As primeiras blitze foram realizadas na BR-277, com a participação da Polícia Rodoviária Federal, mas a parada dos caminhões, aliada às obras na rodovia, provocou congestionamentos. Atualmente, o trabalho é concentrado nos pátios de caminhões, postos de combustíveis e bailões, no período da noite (entre 22h e 3h). A atividade tem a participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Conselho Municipal de Segurança e Prefeitura de Paranaguá. Na última blitz, encontramos duas meninas de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba, e os pais vieram buscá-las, disse Souza.
AudiênciaDesde ontem, cerca de 50 especialistas brasileiros e de outros países estão discutindo o tema prostituição infantil em Fortaleza (CE), em uma audiência do Tribunal Internacional dos Direitos da Criança. O evento, que vai até sexta-feira, vai examinar experiências de combate à exploração sexual, dando ênfase à legislação, à sexualidade da cultura brasileira e à cooperação entre polícia, judiciário e Ministério Público.





