Campanha alerta sobre riscos da hipertensão
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segunda-feira, 26 de abril de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Uma campanha realizada na manhã de ontem, no Calçadão de Londrina (Área Central), alertou a comunidade sobre os riscos da hipertensão. A atividade, realizada pelo Fundo de Apoio à Pesquisa Aplicada em Cardiologia (Funcor) em parceria com a Associação Médica de Londrina e a Secretaria Municipal de Saúde, fez parte das comemorações pelo Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial. Também foram realizadas aferições da pressão e orientações sobre alimentação saudável.
Um dos objetivos da campanha, segundo a cardiologista e representante do Funcor em Londrina, Divina Seila de Oliveira, é mostrar a importância do tratamento da doença. ''De todos os pacientes que sabem que têm hipertensão apenas 50% seguem as recomendações'', revelou. Um dos motivos apontados por ela são alguns efeitos colaterais de alguns medicamentos, como disfunções sexuais e perda da libido. ''Se o indivíduo tem um pressão de 19/11, o organismo dele está acostumado. Com o medicamento, ele pode ter algumas tonturas e sonolência até haver uma adaptação à pressão correta''. Ela também lembra que há vários medicamentos e que cada paciente requer um específico. ''O hipertenso pode ter cansaço, dores de cabeça, insônia ou sonolênica. Mas esses sintomas não são diretamente relacionados a hipertensão.''
Para detectar a doença, a cardiologista aconselha fazer aferições periodicamente. ''O ideal é medir no mínimo três vezes em momentos diferentes do dia. Uma aferição não é suficiente. Tem muita gente que apresenta pressão alta só pelo nervosismo de ir ao médico para medir'', contou. Ontem, todas as pessoas que apresentaram pressão acima de 14 por 9 foram encaminhadas para os postos de sáude de sua região.
A doença pode ocorrer em qualquer idade, mas sua frequência é maior em homens e mulheres com mais 40 anos, diabéticos, filhos de hipertensos, obesos e negros. Além disso, fumantes têm riscos aumentados. Apesar de estar fora da faixa etária mais atingida, a professora Marilize Ferreira, de 35 anos, aproveitou a oportunidade para checar se estava tudo bem. ''Tenho familiares com pressão alta e por isso procuro sempre fazer uma boa alimentação, com pouca gordura. Isso evita a doença.''
Para prevenir o problema, a cardiologista recomenda uma boa alimentação, com pouca ingestão de sal e gorduras, ingerir álcool com moderação, não fumar, diminuir os níveis de estresse e perder peso. Realizar exercícios físicos também é indispensável. ''O ideal é ter uma vida saudável'', resumiu. Divina afirmou que a hipertensão arterial não tem cura, mas pode ser controlada.


