Estudantes do curso de Farmácia e Bioquímica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) realizaram ontem na Boca Maldita, no centro de Curitiba, uma panfletagem contra a falsificação de remédios e pelo uso correto dos medicamentos.
A campanha foi desencadeada nas capitais brasileiras e cidades onde existem faculdades de farmácia. O presidente do Centro Acadêmico de Farmácia da PUC, Luciano André Perini, disse que o trabalho dos estudantes tem a finalidade de esclarecer e orientar a população sobre os métodos corretos de manusear um medicamento e a importância da presença do farmacêutico no estabelecimento para tirar dúvidas dos consumidores.
A ausência dos profissionais levou a Vigilância Sanitária a fechar nove farmácias em Curitiba no ano passado. Este ano já foram fechadas três outras. Segundo a coordenadora da vigilância, Rosane Zappe, duas delas funcionavam em áreas de invasão.
Os problemas mais corriqueiros encontrados pelos fiscais sanitaristas nas 31 infrações expedidas no ano passado em farmácias foram a venda de medicamentos com validade vencida, comercialização de psicotrópicos sem receita médica e más condições de higiene.
Para Rosana Zappe, um profissional habilitado tem a obrigação de estar presente na farmácia enquanto ela estiver aberta ao público. O farmacêutico tem a tarefa de organizar os estoques dos remédios, fazer a leitura da receita do medicamento para que o consumidor não tenha dúvidas na hora de usá-lo e fiscalizar a procedência do produto que é adquirido para saber se ele é ou não falsificado.
Durante a campanha realizada ontem na Boca Maldita, os estudantes entregavam panfletos que alertavam sobre o uso exagerado e sem controle de antibióticos, os cuidados na hora de consumir ‘‘produtos naturais’’ que podem se tornar perigosos se ingeridos sem orientação adequada. A auto-medicação também foi outro tema discutido pelos estudantes na rua. Segundo Luciano Perini, da PUC, tomar remédio por conta própria pode gerar sequelas físicas irreparáveis no organismo.
Os estudantes também pediram aos pedestres que na hora da compra verificassem o prazo de validade, se a bula é ou não original, estado da embalagem e a presença do nome do farmacêutico responsável pelo medicamento. ‘‘Falta iniciativa da população para identificar o farmacêutico do balconista’’, afirma o estudante da PUC Raphael Akira Gasso Kaussumoto. Segundo ele, o Conselho Regional de Farmácia, fornece um crachá para possibilitar a identificação do farmacêutico.Albari RosaEstudantes distribuíram panfletos sobre uso correto de medicamentosDimitri do Valle

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