Campanha alerta para riscos da osteoporose
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
A osteoporose é mais uma das chamadas doenças silenciosas: desenvolve-se sem que o doente perceba e só se faz notar quando o problema está avançado. Sua manifestação traduz-se em fraturas que, em muitos casos, podem resultar em morte. O nome complicado da doença revela suas causas: o enfraquecimento dos ossos, que vão se tornando porosos ao longo do tempo por motivos como o fim da produção de hormônios, hereditariedade e alimentação.
Para ajudar no alerta, prevenção e tratamento da doença, será realizada hoje, das 9 às 17 horas, a "Campanha de Prevenção e Educação em Osteoporose", no ginásio de esportes de uma das unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc), no centro de Curitiba. A campanha aproveita o Dia Mundial de Osteoporose, que será lembrado, na próxima segunda-feira (20), para reforçar a conscientização sobre a existência e gravidade da doença. Cerca de 200 mil pessoas morrem, por ano, no Brasil, em decorrência de complicações em fraturas causadas pela osteoporose.
"A osteoporose não é percebida até que começam as fraturas", explica a endocrinologista Victória Cochenski Borba, do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Estima-se que 75% dos diagnósticos são feitos somente depois da primeira fratura.
De acordo com Victória, os traumas nos ossos são a principal característica da doença. Enfraquecidos, eles se quebram com mais facilidade que um osso sadio. Para alertar o maior número de pessoas ao longo da campanha de hoje, uma série de atividades marcam o evento.
A "Feira de Osteoporose" chama a atenção para a importância do diagnóstico. "A prevenção ainda é o mais importante", reitera a endocrinologista. Como a incidência é maior em mulheres na menopausa e em homens com mais de 50 anos. É necessário que pessoas com essas características façam exames para evitar a descoberta da doença tardiamente.
De acordo com números da Sociedade Brasileira de Osteoporose (Sobrao), mais de 10 milhões de brasileiros sofrem com a doença. As mulheres são as vítimas mais constantes. Estima-se que elas representem três em cada quatro doentes. A idade e a menopausa (quado o hormônio estrogênio a deixa de ser produzido) influenciam para que uma em cada três mulheres com mais 50 anos tenham osteoporose. Segundo a endocrinologista, os hormônios protegem os ossos. Enquanto nos homens a produção vai caindo gradativamente, nas mulheres a parada é brusca, por isso a osteoporose é mais comum nelas.
O exame para detectar a doença é simples e será realizado hoje durante toda a campanha. O cálculo do risco de vir a desenvolver a osteoporose é realizado por meio de um questionário que leva em consideração a idade, o histórico familiar e alimentação. Além disso, em conversas com profissionais e especialistas, o público recebe orientação e esclarece dúvidas. Outra possibilidade é a realização de exames de pressão arterial, peso, circunferência abdominal, índice de massa corpórea, glicemia capilar, entre outros. A campanha tem a previsão de atender até 600 pessoas.


