Campanha alerta para câncer bucal
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de agosto de 2004
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Alunos do segundo ano de odontologia da Universidade Norte do Paraná (Unopar) realizaram na manhã de ontem, em frente ao Banco do Brasil do Calçadão (área central), uma campanha de prevenção do câncer bucal. Segundo a professora Estela Kaminagakura, 34 anos, a previsão era examinar 200 pessoas.
Apesar do câncer bucal não figurar entre os de principais incidências na população mundial, no Brasil é o quinto de maior prevalência entre as mulheres e o oitavo entre os homens, de acordo com Estela. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelam que mais de sete mil casos de câncer bucal são detectados anualmente no Brasil. Homens acima dos 40 anos, tabagistas e alcóolatras apresentam mais riscos de desenvolver a doença. Próteses dentárias mal ajustadas também podem provocar lesões na boca propiciando o aparecimento do câncer.
Os alunos foram orientados a identificar caroços, feridas e úlceras nas bocas das pessoas e encaminhá-las para um exame mais aprofundado na Clínica Odontológica da Unopar. ''Quando o câncer é detectado precocemente o tratamento é menos agressivo e a chance de cura é maior'', observou a secundanista Miriam Mustapha Issa, 21 anos.
O aposentado Minoru Iwama, 68 anos, estava passando pelo Calçadão e decidiu fazer o exame. ''Não tenho lesões na boca, mas a minha prótese está quebrada e fui orientado a procurar um dentista para consertá-la'', comentou. O pedreiro José Aparecido de Oliveira, 43 anos, também não apresentou lesões, mas precisa procurar um profissional para colocar uma prótese dentária. ''Precisei extrair 12 dentes da minha boca, e infelizmente não consegui colocar uma prótese'', afirmou. A pesquisa Saúde Bucal Brasil, concluída no início do ano pelo Ministério da Saúde, mostra que o país tem oito milhões de desdentados. Outros 30 milhões nunca foram ao dentista.


