Campanha ajuda garoto com paralisia cerebral
Mireilli Baroni
De Santo Antônio da Platina
Especial para a Folha
A família do garoto Roni Aparecido da Silva, 9 anos, está pedindo ajuda para comprar os remédios que controlam sua doença. Há oito anos, duas vezes por semana, ele sai de casa, na Fazenda São José, a 15 km de Santo Antônio da Platina, levado pela mãe, Dilma Schelsem da Silva para fazer sessões de fisioterapia. Por falta de oxigenação do cérebro no parto, Roni tem paralisia cerebral. Com um mês de vida, teve convulsões.
Por mês, a família gasta em torno de R$ 204,00 somente para comprar os medicamentos. São três remédios indispensáveis que, com as sessões de fisioterapia, aumentam a sobrevida do garoto: Lamictal (R$ 150,00), Sonebon e Depaquene. Roni recebe um salário mínimo (R$ 136,00) como ajuda da Previdência Social. O pai, Sebastião Vitor da Silva ganha R$ 204,00 por mês trabalhando em serviços gerais na Fazenda São José. Roni tem dois irmãos adolescentes.
Me conformo com a doença do meu filho. O revoltante é a situação. Não temos dinheiro para comprar os remédios dele, disse Dilma. Há alguns meses ela tem reduzido as dosagens dos medicamentos para que durem mais tempo. Peço a Deus para que o remédio seja suficiente para manter o filho vivo.
A fisioterapeuta Alessandra Nassar Corinthi, da clínica que oferece o tratamento a Roni, explicou que este trabalho é necessário para manter a amplitude do movimento corporal, prevenir deformidades e problemas respiratórios. O tratamento custa mensalmente cerca de R$ 200,00, bancados por uma clínica.
Em Santo Antônio da Platina, algumas pessoas estão montando um grupo de amigos para ajudar o garoto. Interessados em colaborar podem entrar em contato com Alessandra Nassar Corinthi, pelo fone 043 734-2077.





