Embora tímida, já existe uma campanha para preservação do macuquinho-da-várzea. A possibilidade de extinção da ave agita ambientalitas pelo mundo inteiro, que utilizam a Internet e cartas convencionais para tentar sensibilizar as autoridades.
No website ‘‘Atualidades Ornitológicas’’ (http://www.ao.com.br), um texto dos biólogos Marcos Bornschein e Bianca Reinert faz um apelo aos visitantes para que enviem correspondências ao governador Jaime Lerner, ao presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas e ao presidente do Instituto Ambiental do Paraná, José Antonio Andreguetto. O assunto também circula por vários grupos de discussão, entre eles o famoso Dejanews (http://www.dejanews.com).
Batismo científico - O macuquinho-da-várzea já tem nome científico: Scylatopus iraiensis, conforme cataloga a edição de julho do ‘‘Ararajuba’’, órgão de divulgação da Sociedade Brasileira de Ornitologia. Dizem os biólogos que a ave foi localizada em somente três áreas, ‘‘que juntas não somam dez hectares’’, mas a Sanepar acredita que existem outras áreas de ocorrência da ave.
Segundo nota do website, ‘‘nos próximos anos o governo vai construir mais três barragens nos arredores de Curitiba, que também alagarão várzeas. Por causa desta situação, acredita-se que o macuquinho-da-várzea esteja correndo sérios riscos de extinção’’. Consultado sobre as três barragens, o diretor de tecnologia da Sanepar, Lauro Klas, confirmou a intenção de construir pelo menos mais duas. ‘‘Temos a previsão concreta de mais duas barragens, dentro do programa ParanaSan. Uma delas na bacia do rio Piraquara e a outra ainda ser decidida, entre o rio Pequeno e rio Despique’’, informou ele.(E.B.J.)

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