Camisinhas e flores marcam comemorações no Paraná
Para marcar o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, uma extensa programação ganhou espaço nas ruas das principais cidades do Estado no dia de ontem. Em Curitiba, além de ganharem 700 flores doadas pelo Horto Municipal, camisinhas masculinas e femininas e muitos panfletos, as mulheres foram paradas na Boca Maldita para receber informações sobre saúde e seus direitos. O trabalho foi feito por voluntários da Delegacia da Mulher, do Grupo Dignidade, Liga Paranaense de Combate ao Câncer e do Centro Paranaense da Cidadania.
Também nos correios, a homenagem foi feita com flores e cartões. Na agência da Rua Marechal Hermes, as primeiras 150 clientes receberam os arranjos feitos pela Igreja Messiânica de Curitiba. Mas o ponto alto das comemorações foi mesmo o lançamento do programa Mãe Curitibana da Prefeitura Municipal. Visando reduzir o índice de mortalidade materna e infantil na cidade, o Prefeito Cássio Taniguchi abriu o Programa Mãe Curitibana, numa solenidade no Memorial de Curitiba.
A idéia é a de atender até 20 mil gestantes por ano, garantindo uma gravidez acompanhada com consultas e exames diferenciados, além de um acompanhamento do bebê até que ele complete os primeiros cinco anos de idade.
Já na primeira consulta feita nas unidades de saúde e serviços conveniados, a futura mãe terá uma definição da maternidade na qual dará a luz e receberá uma pasta contendo todo o histórico do seu pré-natal e as sete guias de consultas do exame.
Os partos serão feitos em toda a rede de maternidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), atingindo uma meta de dois mil partos/mês. Nosso objetivo é promover a maternidade segura, humanizar o atendimento e melhorar a qualidade dos serviços para o nascimento saudável de nosso bebês, garantiu Taniguchi. Para isso, vamos conciliar o arsenal científico de consultas, exames, diagnósticos e tratamentos ao esforço para humanizar o atendimento dispensado às curitibanas e seus filhos.
A meta, segundo o prefeito, é de equiparar Curitiba aos países de primeiro mundo como o Japão e o Canadá, onde a média de mortes não ultrapassa oito casos para cada mil nascidos vivos. O índice atual, de 15,9 mortes por mil, já é um dos mais baixos do País e menor que o número considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 20 mortes.
Com o novo atendimento garantido pelo programa, e totalmente custeado pela prefeitura, ainda será possível evitar 100% dos casos de sífilis congênita, 70% dos casos de transmissão vertical (na hora do parto) do vírus HIV, reduzir em 60% os riscos de crianças nascerem com sequelas causadas pela toxoplasmose e proteger 95% dos bebês da chamada sensibilização por RH negativo.





