Camisinha feminina é arma na prevenção
Em 1997, o Hospital das Clínicas de Curitiba começou a testar um novo método anticoncepcional, a camisinha feminina. Amplamente usada nos Estados Unidos, onde foi criada, ela chegou a ser utilizada durante vários meses por 25 mulheres das mais diferentes classes sociais. Uma verdadeira arma contra a resistência dos homens em usar o preservativo.
Os únicos problemas foram a aparência, o preço e a dificuldade de encontrar o produto nas farmácias. Apenas uma rede de drogarias resolveu investir na camisinha feminina, um produto extremamente mais caro do que o similar masculino e que só serviu para causar a estranheza das clientes.
Eu acho que deve ser mais ou menos como a camisinha masculina, comenta o professor titular de reprodução da UFPR e um dos responsáveis pela experiência, Rosires Pereira de Andrade. É preciso uma certa insistência e também uma conscientização das mulheres de que ela é a única forma de não se precisar mais confiar nos parceiros. A principal vantagem é mesmo a de bloquear o contágio cada vez maior de mulheres pela Aids e, consequentemente de seus filhos.
Mesmo diante da resistência, as camisinhas femininas ainda são distribuídas gratuitamente no Hospital das Clínicas. E a aprovação das mulheres que fizeram o teste é garantida em 100 por cento.





