Caminhos mais coloridos
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
No meio do caminho, tem um muro colorido. E quem passa por ele não nega que o percurso proporciona uma nova sensação. Há tempos, alguns pontos de Londrina ganharam a inspiração de crianças e profissionais do grafite, que não economizaram nas tintas e coloriram muros espalhados pela cidade.
A iniciativa, além de atrair o olhar de todos, ''ainda garante momentos de pequenas alegrias'', como diz Azor de Lima, 51 anos, que vai toda semana ao açougue do bairro e aproveita para passear com o neto Gustavo, de dois anos. Para ele, que percorre sempre a Rua Rudolf Keilhold, no Conjunto Semiramis Barros Braga, na Zona Norte de Londrina, ser surpreendido por essas belas imagens é dar um colorido a mais no dia a dia.
''Moro no bairro há 15 anos e sempre passo por aqui, mas esses dias até parei para contemplar e mostrar os desenhos para o Gustavo. Foi uma boa surpresa, que mudou completamente a cara da rua'', revelou ele, referindo-se ao muro do Centro Social Marista Irmão Acácio. ''Me contaram que foi feito por um grupo de crianças. Isso me faz admirar ainda mais.''
Já do outro lado da cidade, a ideia ganhou contornos educativos, por meio do Projeto Colorindo o Meio Ambiente, uma parceria da Sanepar com o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina. Ao invés de desenhos livres, os estudantes de 18 escolas estaduais tiveram o tema ''Saneamento Ambiental: água e esgoto'', como inspiração. Os alunos desenharam todo o muro da estação da Sanepar, localizada na Avenida Madre Leônia Milito, na Zona Sul.
O casal Fernando Severino e Yeza Tonin, que estava de passagem pelo local e mora em Ivaiporã, aplaudiu a iniciativa. ''É muito legal e admirável, pois não tem como não perceber o colorido dos desenhos. Só acho que deve ser mantido em alguns pontos da cidade para não causar um efeito de poluição visual'', afirmou Fernando.
Outro muro colorido que chama a atenção é o localizado ao lado da subestação da Copel, na Rua Chile. Dirigido às crianças, os desenhos orientam sobre os cuidados com a energia elétrica. Quem frequenta a bela pracinha - revitalizada pela companhia - aos finais de semana não deixa de apreciar as cores e formas do muro.
Os muros ''vivos'', além de esconder sujeiras e evitar pichações, também servem para alegrar locais que, mesmo quando se está de passagem, causam uma sensação ruim em muita gente. É o caso do Cemitério São Pedro, no Centro da cidade. ''As cores tiram o escuro, o abandono e a sujeira. Passo por aqui quase toda semana e garanto que o caminho fica bem mais bonito. Vale a pena colorir o resto da cidade'', diz Sidnéia Chicarelli, que sempre passa pela Rua João Cândido, em visita à irmã.


