Caminhoneiros seriam os propagadores da doença
Albari RosaCaminhoneiros não duvidam que a cólera tenha partido do pátio do portoUm dos desafios da Secretaria de Saúde de Paranaguá é identificar a forma como o vibrião da cólera chegou até o município. Segundo o diretor da Regional de Saúde, José Renato Pinheiro, a maior probabilidade é de que a doença tenha sido trazida por caminhoneiros, que acabam ficando dias na cidade antes de levar a carga até o Porto de Paranaguá. Diariamente, cerca de 2 mil caminhoneiros passam pelo pátio do porto. A doença se espalhou rapidamente e tudo indica que ela começou pelo rio Chumbo, próximo do local dos caminhoneiros, afirma Pinheiro.
O secretário de Saúde do município, Wolnei Bonotto, também acredita na possibilidade do vibrião ter sido trazido por caminhoneiros de outros estados. De acordo com ele, a cólera só se manifesta em 10% das pessoas infectadas. Quem não tem a doença manifestada, pode ser um grande propagador, afirmou Bonotto.
Os caminhoneiros não duvidam que a cólera tenha começado pelo pátio. Willian Giordani, de 31 anos, disse que as condições de higiene do lugar são péssimas. Segundo ele, a comida é ruim e o lixo é jogado pelo pátio de forma indiscriminada. Acho que até os restaurantes daqui deveriam ser fechados, disse o caminhoneiro. Ele mesmo passou mal após almoçar num dos restaurantes da região e teve medo de estar sentindo os primeiros sintomas da cólera. Fiquei com medo de morrer, mas graças a Deus melhorei rápido, garantiu.
Waldir Teixeira, de 57 anos, disse que o pátio não tem qualquer segurança para os caminhoneiros. Para a gente entrar no banheiro, é necessário ter uma canoa, brincou.(L.P.)





