Londrina – Para o presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar), João Batista da Silva, o volume de ocorrências envolvendo furtos e roubos de cargas é alarmante. "Temos acompanhado pelo noticiário que a ousadia está cada dia maior em São Paulo e tememos que esse tipo de ação chegue ao Paraná. Lamentavelmente a dose de risco a qual o motorista profissional empregado está sujeito é diretamente ligada à proteção que o Estado oferece para a categoria", alfineta.
Segundo ele, o trabalhador empregado é obrigado a se submeter a situações perigosas, como dormir junto à carga por falta de planejamento de embarcadores. "Acabamos enfrentando essa condição quase toda improvisada. A cada dia nossa profissão está precarizando ainda mais. Os governantes e as empresas poderiam pensar em criar grandes entrepostos de movimentação de cargas com proteção. Será que ninguém percebe que deveria haver essa preocupação com embarcadores e cargas de longo percurso?", questiona.
Esses espaços, diz Silva, poderiam oferecer apoio logístico, sanitários, postos de saúde e segurança. "É um local para atender profissionais que a rigor não possuem residência fixa, pois ficam de 30 a 50 dias na cabine do caminhão. É um cidadão itinerante que precisa de atenção", afirma. (V.O.)

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